11 de abril de 2022

‘Memória nas Paredes’ visa realizar um resgate histórico de Santa Cruz do Capibaribe

Placa traz um breve relato sobre a vida de Pe. Zuzinha (Marivaldo Andrade/Divulgação)

Um projeto denominado de ‘Memória nas Paredes’ foi lançado em Santa Cruz do Capibaribe na última quinta-feira (07) com intuito de resgatar a história de personagens e vultos que dão nome as ruas e avenidas.

A idealização consiste na fixação de placas construídas em cerâmica que irão contar a história de pessoas que levam nome de ruas e logradouros públicos. Marivaldo Andrade e Matheus Arruda, que estão à frente desse projeto, participaram do programa 60 Minutos da Radio Polo, e detalharam sobre.

Estudantes da escola participaram do ato solene (Marivaldo Andrade/Divulgação)

De acordo com Marivaldo, o projeto foi inspirado após terem conhecimento de um projeto semelhante existente no Recife, que conta a história nas paredes da capital pernambucana.

Sobre os motivos que levaram a escolher como primeiro personagem Padre Zuzinha e a avenida que leva seu nome, Marivaldo referenciou a conhecida ‘Rua Grande’ por ter sido a partir dela que a cidade se desenvolveu. A placa foi fixada na parede da Escola Santo Antônio.

Pároco da Igreja do Senhor Bom Jesus dos Aflitos e São Miguel, participou do ato (Marivaldo/Divulgação)

“Nossa primeira ideia foi de partir da primeira avenida que nossa cidade teve, e a partir dela Santa Cruz foi crescendo. Inicialmente apresentamos o projeto a diretora do colégio e ela topou de imediato”, disse Marivaldo.

Além disso, a data para fixação da primeira placa do Padre Zuzinha foi justamente no dia que marcou 117 anos da passagem do seu nascimento.

‘Memória nas Paredes’ homenageou Pe. Zuzinha (Marivaldo/Divulgação)

Os idealizadores do projeto, Marivaldo e Matheus Arruda, estão buscando patrocinadores para dá continuidade ao projeto em todas as ruas e prédios públicos que fazem parte da história do município. O projeto também será apresentado a Prefeitura Municipal para uma possível parceria com intuito de levar a história e o conhecimento a população.

Postado por: Eliton Araujo

23 de março de 2022

Curta-metragem ‘Filhos Ausentes’ com produtores Santa-cruzenses é lançado no Youtube

 

Dirigido por Jansen Barros e Virgínia Guimarães, estreou na última sexta-feira (18) um filme-ensaio em curta-metragem produzido pela Punctum Filmes, denominado de ‘Filhos Ausentes’.

O filme-ensaio apresenta a narrativa de uma mulher com sentimentos ligados às lembranças da Feira da Sulanca em Santa Cruz do Capibaribe. Em sua volta à cidade e enquanto lida com o luto pela morte de seu pai, ela revela uma série de memórias que a conectam às suas raízes.

O título do curta-metragem tem referência à festa do Senhor Bom Jesus dos Aflitos e São Miguel, mais especificamente ao ‘Dia dos Filhos Ausentes’ (Lei nº 2.389/2014) festa essa que atravessa o filme-ensaio e estabelece uma relação do presente com o passado, e traz lembranças e histórias de uma Santa Cruz das pessoas que residem no município, e daquelas que já se foram.

O filme-ensaio ainda utiliza técnicas de animação em rotoscopia, e traz imagens de referência do acervo do documentário Nossa Cidade Nossa Gente (2011), que tem produção de Mário Neves.

Assista o filme completo abaixo:

Postado por: Eliton Araujo

20 de outubro de 2021

Livro em homenagem ao Cabo Otávio Aragão será lançado hoje em Santa Cruz

 

Otávio recebeu a convocação poucos dias após seu aniversário de 22 anos

 

Na noite desta quarta-feira (20), uma vítima dos confrontos da Segunda Guerra Mundial será homenageado na rua a qual empresta seu nome no município de Santa Cruz do Capibaribe, estamos falando do cabo Otávio Sinésio Aragão.

Muitas pessoas que diariamente transitam pela rua, não sabem que seu nome homenageia um jovem santa-cruzense que presenciou no front a mais sangrenta das guerras do século XX, onde acabou perdendo sua vida aos 22 anos em batalha na Itália.

 

Símbolo usado pelos soldados brasileiros na Segunda Guerra Mundial

 

Otávio não era militar, porém, recebeu a convocação para a guerra assim como milhares de jovens brasileiros. Ele tinha um problema de visão e mesmo assim foi para a batalha, chamado pela Força Expedicionária Brasileira. O soldado acabou sendo atingido por uma granada e indo a óbito.

Nesta quarta, além de homenagens que terão início por volta das 19h, no estacionamento do Parque Florestal Fernando Silvestre da Silva, será lançado o livro “História de um Expedicionário”, escrito por Neusa Aragão, sobrinha de Otávio.

Postado por: Walter Miro

3 de agosto de 2021

Final Feliz – Homem caminha 156km e reencontra sua mãe em Santa Cruz do Capibaribe

 

Mãe e filho se reencontraram após mais de 5 meses e que a genitora veio para Santa Cruz do Capibaribe

 

Era por volta das 07h40 do dia 01 de agosto de 2021, uma manhã de sábado chuvosa no Agreste de Pernambuco, quando Paulo Anderson Ferreira de Moraes (33 anos) decidiu sair de Garanhuns, cidade em que morava, para tentar encontrar sua mãe Cilene Maria Ferreira de Moraes, que havia se mudado para Santa Cruz do Capibaribe há 5 meses.

Paulo Anderson veio a pé pela BR-423 numa viagem que durou dois dias, e que passou pelas BR-232 e 104, e a PE-160 até chegar à Capital da Moda. Questionado de o porquê não ter buscado carona, Paulo disse que dificilmente conseguiria devido ser desconhecido e que as pessoas não tem coragem de parar seus veículos para estranhos.

Sem dinheiro para adquirir uma passagem e vim em um veículo numa viagem que seria reduzida de dois dias para pouco menos de 3 horas, Paulo, que trabalhou em Garanhuns como servente de pedreiro, decidiu caminhar e não perdeu as esperanças de encontrar sua genitora. No decorrer dessa viagem, Paulo dormiu pelas ruas nas cidades que passava.

Ao chegar à Santa Cruz, na noite desta segunda-feira (02) Paulo pediu alimento as pessoas que encontrava e conseguiu receber algumas poucas bolachas, se alimentou e foi dormir, mais uma vez na rua.

Na manhã desta terça-feira (03), a equipe de Assistência Social do Creas estava realizando busca ativa quando chegou a Paulo e questionou o motivo dele está em situação de rua. Ao ouvir a história, decidiram procurar a delegacia para buscar informações sobre a mãe e aproveitaram os repórteres que se encontravam na unidade para publicizar a história e ajudar Paulo a encontrar sua mãe.

A espera durou poucas horas, quando a mãe de Paulo procurou a equipe para reencontrar com o filho. O final feliz dessa história se deu com o grande reencontro 5 meses depois, e após uma verdadeira maratona onde o filho não temeu nenhuma adversidade com um objetivo: morar com sua mãe.

Postado por: Eliton Araujo

2 de fevereiro de 2021

Rádio Polo homenageia os 70 anos de Fernando Aragão

Na edição de ontem (1º) do programa Estúdio Livre, da Rádio Polo, Fernando Aragão, foi homenageado. O empresário e político falecido no ano passado em decorrência de complicações provocadas pelo Covid-19, enquanto articulava sua terceira candidatura a prefeito do município e sua quarta disputa em chapa majoritária na Capital da Moda.

Familiares e admiradores de Fernando enviaram mensagens que foram reproduzidas no programa, relembrando feitos administrativos de Fernando Aragão ao longo de mais de 30 anos de vida pública.

Vereador em cinco mandatos, Fernando Aragão tem uma extensa longa de serviços prestados ao município e representantes de vários segmentos deixaram mensagens de agradecimento pela convivência com Fernando.

Acompanhe a edição de ontem do programa:

Postado por: Walter Miro

1 de fevereiro de 2021

Rádio Debate homenageia Aragãozinho e relembra campanha de 1992

A edição desta segunda-feira do programa Rádio Debate prestou homenagem ao ex-prefeito Aragãozinho, falecido na última sexta-feira (29). Quem participou do programa foi José Augusto Maia, vice-prefeito de Aragãozinho entre os anos de 1993 e 1996.

José Augusto contou detalhes inéditos e histórias daquela eleição onde o então grupo Cabecinha venceu uma disputa eleitoral após 24 anos.

Músicas da campanha, ferramentas como o uso do marketing político profissional, o ambiente das tradicionais “malas” e a escolha dos nomes que fizeram parte da chapa majoritária naquele ano também foram lembrados por José Augusto Maia, que revelou que chegou a pretender disputar o cargo de vereador, sendo indicado a vice pelo grupo, que também tinha como pré-candidato Fernando Aragão.

Acompanhe abaixo o programa na íntegra:

Postado por: Walter Miro

1 de fevereiro de 2021

Se vivo fosse, Fernando Aragão faria hoje 70 anos

Falecido em 20 de agosto de 2020, o empresário e ex-vereador por Santa Cruz do Capibaribe, Fernando Aragão, faria nesta segunda-feira (01) 70 anos.

Filho de Alcindo Bezerra Aragão e Maria Helena Aragão, Fernando era sobrinho de Raymundo Francelino Aragão, primeiro prefeito eleito do município e tinha o maior sonho de ser gestor do município.

A vida na política teve início ainda antes mesmo das suas disputas. Em 1982, participou de forma efetiva da campanha de Pedro Filho e Marluce Aragão (sua irmã), candidatos a prefeito e vice, em Santa Cruz do Capibaribe.

Já em 1986, Fernando Aragão esteve engajado na campanha vitoriosa de Miguel de Arraes de Alencar para governo do estado de Pernambuco.

No entanto, a primeira disputa com seu nome nas urnas, aconteceu em 1988, filiado ao então PMDB e com o slogan ‘seriedade e competência’. Fernando venceu e seguiu na oposição, já que o prefeito eleito à época foi Ernando Silvestre, derrotando Oseas Moraes.

Em 1992 Fernando obteve nas urnas conquista dupla, sendo reeleito como o mais votado e vendo Aragãozinho derrotar Salete Jordão, para prefeitura, sob o slogan “É questão de justiça”.

No ano de 1996, ele disputou a primeira vez na chapa majoritária, sendo candidato a vice-prefeito ao lado do Padre Bianchi Xavier. O resultado foi de derrota diante da dupla Ernando Silvestre e Zé Elias (in memoria).

Em 2000, Fernando tentou ser prefeito de Santa Cruz pela primeira vez, disputando o cargo pelo PDT e ficou na terceira posição por uma via alternativa. Na ocasião, José Augusto Maia foi eleito e Ernando Silvestre ficou em segundo.

Após a experiência na eleição de 2000, Fernando retornou à Câmara de Vereadores vencendo consecutivamente em 2004, 2008 e 2012 completando cinco mandatos e presidiu, por duas oportunidades, a Casa Dr. José Vieira de Araújo.

Em 2016, Fernando disputou aquela que representou sua última campanha eleitoral. Ao lado do empresário Cleiton Barbosa, ele competiu de forma acirrada perdendo por menos de mil votos, para o prefeito eleito Edson Vieira.

Fernando Aragão estava em pré-campanha para mais um pleito, quando foi acometido pela Covd-19, em julho de 2020. Após exatamente um mês internado na Unimed Caruaru, em sua maioria na UTI, Fernando faleceu aos 69 anos.

Fernando deixou viúva a senhora Ivone Aragão e três filhos: Simone, Felipe e Fábio Aragão, que assumiu o posto eleitoral daquele ano e venceu os concorrentes Dida de Nan e Allan Carneiro.

Postado por: Janielson Santos

18 de agosto de 2020

Pedido de Tombamento das fachadas antigas de Santa Cruz do Capibaribe é protocolado por pesquisadores na prefeitura

Residência que pertenceu ao Coronel Luís Alves da Silva (Marivaldo Andrade)

Entende-se por patrimônio histórico, toda aquela edificação ou conjunto arquitetônico considerado antigo, e que exerce certa relevância na comunidade. Cada construção possui características e estilo próprio à uma determinada época e traz consigo uma extensa bagagem temporal e traduz um espaço-tempo próprio à edificação.

Há em Santa Cruz do Capibaribe, especificamente na Avenida Padre Zuzinha, importantes remanescentes da Arquitetura Eclética, construídos entre os séculos XIX e XX, que carregam em si uma grande parcela da história do nosso município e sobretudo, oferecem uma visão que a cada dia vem desaparecendo, dos primórdios da formação de nossa sociedade.

É importante que tais fachadas sejam preservadas para que esta e as próximas gerações tenham essa visão, de que entender que recuamos ao passado, tentando compreendê-lo, para podermos entender o presente.

São essas edificações que guardam em si, a memória e o sentimento afetivo de uma Santa Cruz saudosa, além de representarem um registro histórico que integra a identidade da Rua Grande, que é o berço histórico-cultural de nosso município. Essas construções, por sua vez, são a chave para a compreensão do desenvolvimento de nossa sociedade, visto que influem na formação morfológica do local, seguindo parâmetros de uma época distinta, traduzida em sua forma de construir, estilo e elementos constituintes.

É seguindo o tom de conservação, que a Carta de Burra (1999) diz que o objetivo da conservação é preservar a significância histórica e cultural do bem, implicando em medidas de segurança e manutenção. No tocante a preservação, ela nos aponta que mesmo que o bem esteja modificado ou deteriorado, ele ainda oferece um testemunho de uma significância específica. Lembrando que cada edificação possui sua significância histórica e cultural no contexto de nossa cidade.

A proteção legal, é importante para uma preservação mais efetiva dos bens listados. É a partir dela que se podem traçar diretrizes e parâmetros próprios para o tombamento. O primeiro passo é a conscientização da população quanto aos valores atribuídos àquela construção, na formação da sociedade em que vivem. Depois de identificadas e delimitado o perímetro de ocorrência das edificações (Avenida Padre Zuzinha, Santa Cruz do Capibaribe), deve-se iniciar o processo de tombamento das fachadas dos imóveis ali presentes.

Após um processo de estudos e visitas ao local, foram observadas algumas fachadas que devem receber a devida proteção o mais rápido possível para garantir sua integridade e preservação.

Postado por: Walter Miro

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