5 de abril de 2022

1 ano do assassinato do delegado Anderson Liberato: ‘com a partida dele, também morreu uma parte de nós’, afirma mãe

 

Delegado foi morto enquanto cumpria dois mandados de prisão por homicídio em Jataúba.

 

Delegado Anderson Liberato foi baleado enquanto cumpria um mandado de prisão — Foto: TV Asa Branca/Reprodução

 

Em vez da presença, a saudade de quem se foi. A força e o vigor viraram lembrança. Projetos e sonhos se foram. E, neste caso, por causa da violência. Uma vida interrompida é um caminho desfeito. O delegado Anderson Liberato, que tinha 32 anos, era titular da Delegacia de Polícia Civil de Brejo da Madre de Deus. Há quase um ano, em 17 de abril de 2021, ele foi morto a tiros enquanto cumpria mandados de prisão em Jataúba.

“Quanto mais o tempo passa, mais dói. A gente fica esperando e sabendo que nunca mais ele vai voltar. Dói muito. Com a partida dele, também morreu uma parte de nós”, disse a mãe do delegado, Francisca Maria.

Natural de Fortaleza, no Ceará, Anderson havia assumido a delegacia em 2019. Após a morte dele, Larissa Veloso foi quem assumiu como titular. Ela é da nova turma de mais de 50 delegados que assumiram em fevereiro deste ano. E ela conhecia Anderson Liberato. A delegada fez elogios ao trabalho do colega que morreu e afirmou que agora dá continuidade a este trabalho. “Existe um legado que ele deixou na polícia, trabalhava muito. Isso precisa ser lembrado e reconhecido”, afirmou.

 

Delegado Anderson Liberato ao lado da família — Foto: TV Asa Branca/Reprodução

 

Anderson também respondia pela Delegacia de Polícia Civil de Jataúba, município do Agreste com 17 mil habitantes. No dia em que foi morto, o delegado estava de folga. Mas, ao ter a confirmação de mandados expedidos pela Justiça, mobilizou uma equipe para prender duas pessoas. A ex-companheira dele lembrou que os dois aproveitariam o fim de semana para viajar.

“Ele queria estar sempre presente. Ele dizia a mim que nunca ia determinar algo para as pessoas que trabalhavam com ele se ele não pudesse cumprir, se ele não pudesse estar ali, ao lado. Infelizmente, ele recebeu o telefonema e resolveu retornar para acompanhar a equipe dele. E decidiu tomar a frente”, lembrou a ex-companheira, Tâmara Xavier, que estava com Anderson havia três anos.

 

Ex-companheira de Anderson Liberato, Tâmara Xavier — Foto: TV Asa Branca/Reprodução

 

Foi em um prédio localizado no Centro da cidade, enquanto trabalhava, que o delegado Anderson teve os últimos momentos de vida. Era um sábado, e a ideia de um dia tranquilo no cumprimento de mandados de prisão não se concretizou. Os mandados eram contra suspeitos de tentativa de homicídio de um morador de Jataúba.

Os policiais chegaram ao primeiro andar e deram voz de prisão para a mulher. O delegado Anderson Liberato continuou procurando o homem pelos quartos do apartamento, até que foi surpreendido por ele. Na troca de tiros, o delegado conseguiu acertar o homem uma vez, mas foi atingido por três disparos. O mais grave foi na região do tórax.

Anderson Liberato deu entrada na Unidade Mista de Jataúba com parada cardíaca. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu antes mesmo das equipes realizarem a transferência para uma unidade de saúde melhor equipada. O casal foi preso. O criminoso, que estava baleado, foi socorrido e encaminhado para o Hospital Regional do Agreste (HRA), em Caruaru, em uma ambulância. Na entrada do município, o veículo foi parado e o homem que matou o delegado foi executado por homens armados.

A perda de Anderson foi, para a vida toda, algo que não tem reparo para Flávio e Francisca, pais do delegado. “Não tenho palavras. Só quem sabe, é quem passa. Não tem como você explicar”, falou o pai, José Flávio do Nascimento. A morte do delegado só fortalece a ideia entre os colegas e amigos, de continuar a luta contra a criminalidade.

 

*Esta é a primeira reportagem da série “Vidas Interrompidas”, do AB2, que contou com imagens de Robson Santos e Artur Oliveira, produção de Everton Freitas e apoio técnico de Abelardson Alves.

 

Matéria do G1 Caruaru

Postado por: Gilson Fernandes

15 de fevereiro de 2022

Após divulgação na Polo, mulher de Rondônia encontra familiares em Santa Cruz do Capibaribe

Aneclisse se encontrou com familiares após matéria publicada pelo Blog da Polo (Divulgação)

Após matérias publicadas pela Rádio e Blog da Polo,  uma mulher que saiu de Rondônia conseguiu localizar familiares em Santa Cruz do Capibaribe, nesta terça-feira (15). Aneclisse Torres (42 anos) relatou a busca pelo pai durante esta manhã, no programa Estúdio Livre. 

Ane, como é mais conhecida, procurou a emissora e detalhou que o ultimo contato com seu pai, José Nezinho Barbosa, havia acontecido em meados da década de 90, quando ela tinha apenas 15 anos.

Residente em Porto Velho, capital de Rondônia, ela viajou de maneira determinada cerca de 4 mil km até Recife de avião, e percorreu outros 195km de ônibus até Santa Cruz do Capibaribe, no agreste de Pernambuco, em busca de reencontrar seu pai.

José Nezinho Barbosa, pai de Ane, infelizmente faleceu em setembro de 2021.

Durante a tarde, o encontro com familiares (dentre eles, tias e primos) aconteceu. Um dos primos da Ane é o empresário Valmir Ribeiro.

Infelizmente, o tão sonhado encontro não teve a presença do senhor José Nezinho Barbosa, que faleceu no interior de Goiás em setembro de 2021.

Em vídeo gravado após o encontro com parentes, Aneclisse Torres agradeceu à Rádio Polo pelo apoio e demonstrou muita felicidade em conhecer, de fato, seus familiares.

Assista ao vídeo:

 

Postado por: Eliton Araujo

15 de fevereiro de 2022

Mulher sai de Rondônia e procura pai em Santa Cruz do Capibaribe

 

Fotos: Gilson Fernandes.

Aneclisse Torres (conhecida Ane) tem 42 anos e reside em Porto Velho, capital de Rondônia, estado localizado no Norte do país. Ela viajou até Santa Cruz do Capibaribe, agreste de Pernambuco, com o único objetivo de tentar encontrar o pai, que não vê desde os seus 15 anos.

Ane procurou a Rádio Polo nesta terça-feira (15) e relatou parte da sua história. De acordo com ela, o próprio pai, identificado como José Nezinho Barbosa (conhecido Gordo) lhe procurou em Rondônia em meados da década de 90. Mas, afirma que depois disso,  não conseguiu obter qualquer contato com o mesmo.

Quem tiver qualquer informação, pode entrar em contato com a redação do Blog da Polo, através dos telefones: (81) 3731-1245 / 3731-2929.

Confira abaixo o relato:

Postado por: Janielson Santos

5 de fevereiro de 2022

Cuidador voluntário abriga dezenas de animais de rua em Santa Cruz do Capibaribe

 

Na última ação, Naldo ganhou um mural com os animais disponíveis para adoção, para sensibilizar possíveis novos tutores (Walter Miro / Blog da Polo)

 

Este ano o Brasil irá realizar um Censo, para tentar apontar o tamanho real de sua população e assim, tentar suprir o máximo de suas demandas, após conhecer as carências e dados que possam apontar onde é necessário uma ação mais presente do poder público.

Infelizmente o Censo não atinge um dado importante, cujo controle e atenção básica também pode ser considerada uma política pública em vários setores, entre eles a saúde, estamos falando da população animal que perambula pelas ruas sem nenhum tipo de cuidado, sobrevivendo à própria sorte e contando com a ajuda de poucos que se sensibilizam com este problema.

É comum perceber em ruas de todos os bairros de Santa Cruz do Capibaribe, animais que sobrevivem, se reproduzem e andam assustados, temendo pela ação de algumas pessoas que além de não ajudá-los, ainda os agride.

 

Naldo passeando com parte dos cães que abriga em casa (Reprodução / Instagram)

 

Quando alguma pessoa apresenta comportamento diferente, ganha além da atenção dos bichos, o seu carinho e a confiança. Entre os poucos cuidadores voluntários, que dedica algumas horas do seu dia a cuidar de vários animais que um dia estiveram nas ruas, podemos destacar o alagoano José Ednaldo da Silva (46 anos), que há cerca de 20 anos decidiu mudar-se para Santa Cruz do Capibaribe e há aproximadamente 10 anos, dedica-se a cuidar de animais em situação de rua, inclusive abrigando vários deles em sua casa.

Atualmente, Naldo, como é popularmente conhecido, abriga 28 cães e segundo o mesmo, já perdeu a conta de quantos gatos o visitam e moram com o mesmo. Muitos destes animais chegam doentes ou desnutridos, e após terem contato com o cuidador e perceberem nele uma pessoa em quem podem confiar, não saem mais de lá.

 

Últimos filhotes resgatados por Naldo, no dia 31 de dezembro de 2021 (Reprodução / WhatsApp)

 

Vendedor no Moda Center, Naldo conta que não há dia para que ele possa ser sensibilizado e resgatar algum animal.

“No dia 31 de dezembro de 2021 eu estava voltando para casa quando acabei encontrando uma cadelinha com 12 filhotes em um canal, estava chovendo e o local onde ela se abrigou certamente iria ser atingido pela água, ou algum dos cãezinhos cairia e seria levado pela correnteza, eu não tive dúvida, trouxe todos para um local seguro”, relatou.

Apesar das poucas condições, Naldo não nega ajuda a nenhum animal, e o seu trabalho é reconhecido por veterinários que sabem do seu esforço e atendem os cães e gatos levados por Naldo para serem vacinados, vermifugados, castrados e até submetidos a pequenas cirurgias.

 

Cães resgatados por Naldo brincando na bicicleta dele (Reprodução / Facebook)

 

Além do apoio de veterinários, alguns amigos, a quem ele chama de “anjos”, também contribuem com o seu esforço de abrigar os animais em situação de vulnerabilidade, doando rações, medicamento e até a bicicleta onde ele hoje usa para resgatar e cuidar dos animais, uma vez que a que ele usava anteriormente foi tomada em assalto.

“Sem ajuda destes ‘anjos’, talvez eu já tivesse desistido, são muitos animais em situação de dificuldade e sinceramente, a vontade é de abrigar a todos”, conta.

 

Apresentação de uma das rifas realizadas por amigos para ajudar Naldo com seu trabalho (Reprodução / Facebook)

 

Recentemente duas rifas foram promovidas pelos apoiadores do trabalho de Naldo, para angariar fundos para que ele pudesse ter recursos e assim dar continuidade às suas ações, a primeira, realizada em novembro de 2021, obteve cerca de R$ 4 mil, já a segunda, realizada no final de janeiro, tinha como meta R$ 1.500 (mil e quinhentos reais).

Vários outros itens como canecas, camisetas e almofadas também foram confeccionados para que o valor obtido seja encaminhado para estes animais sigam tendo o cuidado e atenção de um voluntário que encontrou em Santa Cruz do Capibaribe o lugar para trabalhar e viver, e em quem vários animais de rua acabaram encontrando um amparo para que possam viver com dignidade.

 

Alguns dos animais que Naldo resgata estão doentes e são atendidos por veterinários da cidade (Reprodução / Instagram)

Postado por: Walter Miro

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