Vereadora Jéssyca Cavalcanti é exonerada da direção de escola estadual e aponta “retaliação política”

A professora e vereadora de Santa Cruz do Capibaribe, Jéssyca Cavalcanti (Avante), foi demitida da direção da Escola Estadual Professora Maria Lúcia Alves. A exoneração foi publicada no Diário Oficial do Estado de Pernambuco na manhã desta quinta-feira (6).

Em participação no programa Rádio Debate, da Rádio Polo, a vereadora afirmou que a demissão não tem justificativa e atribuiu o ato a uma retaliação por sua atuação de oposição em Santa Cruz do Capibaribe. Ela citou que sua postura foi mais enfática nos últimos dias, mencionando críticas à Secretaria de Saúde, a “questão da caixa d’água” e a denúncia que culminou no afastamento do subprefeito do Pará.

Jéssyca Cavalcanti relatou que, há cerca de duas semanas, recebeu na escola a visita de dois advogados da Regional. Eles informaram que havia uma denúncia contra ela, baseada em uma matéria do Blog do Alberes Xavier, onde ela havia falado sobre a possibilidade de seu grupo político estar junto com João Campos.

“A denúncia era, que eu tinha feito, inclusive eles estavam com a matéria do Blog do Alberes, quando eu coloquei que o meu grupo poderia estar junto com o João Campos, e aí eu até questionei, eu digo, a denúncia foi sobre isso, e na minha vida fora da escola, eu tenho total liberdade de dizer em quem eu vou votar, e eu faço parte de um grupo, e a Constituição me permite esse livre-arbítrio”, relatou a vereadora. Ela afirmou que os advogados mencionaram outras questões, como “falar mal da governadora” e “perseguição a alguns professores por conta de política”.

A vereadora lamentou o momento da demissão, que ocorre durante a preparação da escola para o ENEM, o fechamento do ano letivo e a proximidade da prova do SAEP (Sistema de Avaliação da Educação Profissional). Ela destacou que havia passado por uma seleção que levou em conta sua experiência de gestão.

Jéssyca Cavalcanti concluiu que, se a tentativa é paralisá-la, ela não terá sucesso, pois continuará seu trabalho. “Eles podem me tirar de uma gestão, jamais me tirarão do Estado, porque eu sou concursada, eu tenho 26 anos de Estado”, afirmou. Ela lamentou que o foco da decisão não tenha sido o bem-estar da escola, mas sim a retaliação política.

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