
O cenário político de Santa Cruz do Capibaribe e do Recife foi movimentado por um embate público entre o vereador Adilson Vitorino (PL) e o vereador da capital, Gilson Machado Filho (PL). O conflito teve início após Adilson publicar um vídeo criticando duramente o ex-ministro Gilson Machado pela sua saída do PL e filiação ao Podemos.
Adilson Vitorino classificou a mudança como uma “faxina moral” no PL, afirmando que o Podemos é um partido alinhado à esquerda brasileira. O parlamentar santa-cruzense levantou suspeitas sobre a liberação judicial de Gilson Machado, que esteve preso no âmbito das investigações sobre uma suposta trama golpista, sugerindo que sua liberdade e ida para o novo partido estariam condicionadas a uma articulação com Marília Arraes e o grupo político de Marcelo Gouveia. Adilson reafirmou sua lealdade exclusiva ao PL e à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.

“Será que foi Marília que condicionou a liberdade de Gilson em ir para o Podemos, um partido de esquerda, como você está vendo aqui, onde tem Marcelo Gouveia, que é o presidente do Podemos, o principal aliado de Marília, de Ricardo Teobaldo e também do presidente Lula. Eu quero dizer a você que é de direita, que é conservador, quem vota no Podemos, em partidos de centro-esquerda ou de esquerda está levando uma bancada de esquerda para o Congresso Nacional“, falou Adilson.
A resposta veio por meio das redes sociais, onde Gilson Machado Filho rebateu as declarações. O vereador do Recife afirmou que o Podemos é uma legenda de centro-direita e que a mudança serviu para ampliar a base de apoio a Jair Bolsonaro. Ele atacou a estrutura do PL em Pernambuco, apelidando a sigla de “Partido dos Ferreiras” e acusando Adilson de defender os interesses da família Ferreira em vez das diretrizes do próprio ex-presidente Bolsonaro. Segundo Gilson Filho, o grupo foi para o Podemos após o PL estadual descumprir a determinação de Bolsonaro sobre a candidatura do ex-ministro ao Senado.

“Rapaz, esperava isso de qualquer um, menos de você. Me diga com quem andas que direi quem és. Você sabe o que meu pai passou nesse partido, onde não respeitam a decisão do nosso líder maior, Jair Bolsonaro, que havia definido que Gilson Machado seria candidato ao Senado em Pernambuco. O partido em Pernambuco não é PL, é PF “Partido dos Ferreiras”. Fomos para o Podemos, que não é um partido de esquerda, e sim de centro-direita, para trazer mais um apoio ao presidente Bolsonaro. Agora, você falar tudo isso mostra que você não defende Bolsonaro, e sim os Ferreiras. Um abraço. Seguimos firmes ao lado do Capitão”, escreveu Gilson Filho nos comentários da postagem do vereador.















