SDS nega “espionagem” e afirma que investigação contra secretário do Recife foi rotineira e arquivada

Secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro de Carvalho (Rafael Vieira/DP Foto)

O secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro de Carvalho, convocou uma coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (26) para rebater as denúncias de uma suposta “polícia paralela”. Carvalho classificou como “falsa” a narrativa de espionagem, afirmando que a ação da Polícia Civil foi uma Verificação de Procedência de Informação (VPI), procedimento padrão diante de denúncias anônimas.

A investigação e o arquivamento – Segundo o secretário, a denúncia anônima relatava um suposto pagamento de propina em um shopping center, envolvendo um veículo da Prefeitura do Recife. Um grupo de trabalho com 10 policiais (três delegados e sete agentes) foi montado para checar os fatos entre agosto e outubro de 2025. Alessandro de Carvalho explicou que, como nenhum ato ilícito foi constatado durante as diligências, o procedimento foi devidamente arquivado.

Vazamento e suspeitas – A SDS informou que o vazamento das conversas do grupo de trabalho será investigado. A principal linha de apuração foca em um policial que integrava o grupo, mas que foi afastado em novembro após ser flagrado em um encontro suspeito com o presidente da Câmara de Vereadores de Ipojuca. “Está sendo instaurado um inquérito para apurar o vazamento de informações sigilosas”, declarou o secretário.

Reação da Prefeitura do Recife – Em nota oficial, a gestão de João Campos repudiou o que chamou de “tentativa de uso indevido das forças policiais para perseguição política”. A prefeitura classificou a conduta como “ilegal, inconstitucional e imoral”, afirmando que adotará medidas administrativas e judiciais para defender seus servidores.

Leia a íntegra do comunicado

“A Prefeitura da Cidade do Recife repudia qualquer tentativa de uso indevido das forças policiais de Pernambuco para perseguição política.

A Polícia Civil de Pernambuco é uma instituição séria e respeitada, não existindo, até hoje, registro desse tipo de tentativa de uso eleitoral nos mais de dois séculos de sua existência.

Essa atitude caracteriza uma conduta ilegal, inconstitucional e imoral, nunca vista em nosso Estado, e a Prefeitura não poupará esforços para defender seus servidores desse tipo de ataque, utilizando as esferas administrativas e judiciais cabíveis”.

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