
A edição desta quarta-feira (2) do programa Rádio Debate, da Rádio Polo, dedicou espaço para analisar os últimos desdobramentos de âmbito nacional envolvendo as investigações sobre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro (ex-dono do Banco Master). A bancada repercutiu a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal com a troca de mensagens atribuídas a Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes, além de novas revelações sobre repasses financeiros ligados ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Retirada do sigilo e mensagens entre Vorcaro e Alexandre de Moraes
Durante o programa, os debatedores detalharam a decisão do ministro André Mendonça, que tornou públicos trechos da apuração conduzida pela PF. O material extraído do celular do empresário revela diálogos e consultas diretas encaminhadas ao ministro Alexandre de Moraes.
Entre os trechos abordados na bancada, destacam-se:
- Consultas sobre operação e fuga: Registros em que o ex-banqueiro questiona o magistrado sobre prazos de eventuais operações da PF (chegando a perguntar se “segunda já tenho que estar fora?”) e faz citações ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e a juízes do caso;
- Contratos com escritório: Apontamentos da PF sugerindo interferências em minuta de contrato e cobranças de prioridade de pagamentos direcionados ao escritório de advocacia da esposa do ministro;
- Declarações de apoio: Mensagens do empresário afirmando a Moraes que “todo sacrifício pessoal no final valerá a pena” e elogiando o legado do magistrado.
A bancada ressaltou que, na própria decisão, não foi imputada responsabilidade criminal imediata aos citados e que o material segue sob análise da Procuradoria-Geral da República (PGR) para manifestação do Ministério Público Federal.
Revelação de novos repasses a Flávio Bolsonaro
Outro ponto central debatido foi o avanço das investigações sobre as transferências financeiras de Daniel Vorcaro para projetos e interlocutores ligados ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
A Polícia Federal e relatórios de inteligência financeira (Coaf) identificaram novos repasses que contrariam a versão inicial apresentada pela defesa do parlamentar:
- Financiamento do filme Dark Horse: Relatórios revelaram um repasse adicional de US$ 1,6 milhão (cerca de R$ 8,5 milhões) para a produtora e fundos vinculados ao longa-metragem sobre Jair Bolsonaro, elevando o montante total investido pelo ex-banqueiro no projeto para mais de US$ 12,3 milhões;
- Cobranças ativas: Os dados apontam que os pagamentos ocorreram após cobranças diretas de interlocutores e áudios atribuídos ao senador cobrando a liberação de parcelas em atraso;
- Linhas de investigação: Os debatedores mencionaram que a PF apura se parte desses recursos foi desviada para outras finalidades ou custeio de despesas de aliados no exterior, enquanto Flávio Bolsonaro afirma que as questões contratuais e operacionais devem ser tratadas exclusivamente com a produtora do filme.
Ouça ou assista o programa na íntegra:















