
O vereador Adilson Vitorino (PL) participou do programa Rádio Debate, da Rádio Polo, nesta quarta-feira (8), e deu uma resposta contundente às declarações do deputado estadual Edson Vieira (Podemos) proferidas na semana passada no mesmo microfone. Vieira havia afirmado que o parlamentar não integrava as fileiras do grupo “Boca Preta”, tradicional ala política do município.
Longe de demonstrar incômodo, Adilson confirmou a premissa, explicou a engenharia que uniu seu palanque ao grupo de oposição no pleito de 2024 e mandou um recado direto sobre sua verdadeira identidade partidária.
“Não sou Boca Preta, nem Taboquinha”

Adilson Vitorino fez questão de rechaçar qualquer rótulo ligado aos grupos tradicionais da política local e destacou que sua história é pautada por um alinhamento ideológico e não por nomenclaturas locais.
“Quem me conhece, conhece minha família, sabe que eu nunca fui ligado historicamente e politicamente na cidade a grupo político nenhum. Eu nunca fui Taboquinha, nunca fui Boca Preta. Eu sou Santa Cruz do Capibaribe e ponto final”, disparou o vereador.
O parlamentar explicou que sua chegada ao grupo em 2024 foi fruto de uma via de mão dupla e de um acordo formalizado. Deixou clara a sua gratidão a Edson e Alessandra Vieira por abrirem as portas do grupo Boca Preta para que os candidatos pudessem dialogar com aquela base, mas ressaltou que faltou reciprocidade: “Eu também espero a gratidão de Alessandra, onde eu levei ela na casa dos eleitores de direita, das pessoas do meu grupo de direita para que ela pudesse pedir voto para ela também”.
Críticas após o pleito e fidelidade a Bolsonaro

O vereador alfinetou o comportamento pós-eleitoral do grupo de Edson Vieira. De acordo com Adilson, logo após o término das eleições de 2024, a primeira atitude de Alessandra foi se desfiliar do PL, deixando o grupo de direita de lado. Segundo Adilson, houve um acordo desde o início em que ele apoiaria representantes do PL nas eleições deste ano.
Ao explicar por que continua firme no Partido Liberal e ao lado do deputado estadual Abimael Santos, o vereador definiu o seu único e verdadeiro líder político:
“O acordo existiu e a construção do PL passou por mim e por Abimael. Eu não sou alucinado pelo PL, não sou fã de carteirinha do PL, eu estou no partido porque o presidente Jair Messias Bolsonaro, que é o meu líder político, está lá. Eu estarei onde o PL estiver, ou melhor, vou até além: eu estarei onde o presidente Jair Bolsonaro estiver. Se ele estiver em outro palanque, em outro partido amanhã, eu estarei junto com ele”, encerrou Adilson.
Ouça ou assista o programa completo abaixo.















