
A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) oficializou, nesta quinta-feira (14), a extinção da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Publicidade. O ato, assinado pelo presidente da Casa, deputado Álvaro Porto (MDB), e publicado no Diário Oficial, fundamenta-se no regimento interno que prevê o encerramento de colegiados que permaneçam inativos por mais de 30 dias após sua instalação.
A comissão foi criada em agosto de 2025 para investigar supostas irregularidades em contratos de publicidade do Governo do Estado, estimados em R$ 100 milhões. Na época, a instalação foi marcada por intensas manobras políticas: parlamentares da oposição mudaram de partido para garantir a maioria e elegeram o deputado Diogo Moraes (PSB) como presidente. No entanto, a Justiça anulou essas filiações dias depois, paralisando os trabalhos antes mesmo de começarem efetivamente.
Nesse intervalo, a deputada Débora Almeida (PSDB) havia solicitado a extinção da CPI ao vice-presidente da Alepe, Rodrigo Farias (PSB), sem obter resposta, o que a levou a acionar o Judiciário. A decisão final de Álvaro Porto encerra o processo, que já havia perdido força após o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) rever o caso ainda no ano passado e liberar a execução dos contratos sob investigação.















