
A temperatura política no município de Vertentes voltou a subir após o prefeito Rael Ferreira (PSD) comparecer à Delegacia Seccional de Polícia Civil de Santa Cruz do Capibaribe para registrar um boletim de ocorrência, afirmando ter sido alvo de uma nova ameaça de morte atribuída ao ex-prefeito e candidato a deputado estadual Romero Leal.
Em pronunciamento em vídeo publicado em suas redes sociais, Rael destacou que esta é a segunda ocorrência de mesma natureza em menos de um ano. Acompanhado de seu advogado, o atual gestor declarou que manterá normalmente sua rotina institucional e que adotará todas as providências legais pertinentes para sua segurança e responsabilização dos fatos.
Histórico de atrito e rompimento político
O novo boletim de ocorrência reflete o aprofundamento do rompimento entre as duas lideranças políticas de Vertentes:
- Primeira denúncia (Dezembro/2025): Durante participação no programa Cidade em Foco, Rael declarou ter sofrido uma ameaça direta de Romero Leal em meio a divergências administrativas sobre a permanência de um filho do ex-prefeito no secretariado municipal. Na época, segundo Rael, Romero teria afirmado que daria “um tiro na cara” do gestor caso houvesse a exoneração, fazendo gestos simulando uma arma de fogo. Pouco tempo depois, Romero foi exonerado da Secretaria de Articulação Institucional e Projetos Especiais.
- Segunda ocorrência (Agosto/2026): O prefeito sustenta ter tomado conhecimento de um novo direcionamento de ameaça, formalizando o caso na delegacia de polícia para que as autoridades investiguem a autoria e os fatos.
Romero Leal rebate acusações e aciona a Justiça

Por meio de nota oficial e pronunciamento nas redes sociais, o ex-prefeito Romero Leal negou “veementemente” qualquer envolvimento com ameaças e classificou as alegações como infundadas e de cunho eleitoral:
“Não ameaçamos. Não intimidamos. Não precisamos desse tipo de expediente para fazer política”, enfatizou a defesa do ex-prefeito.
A assessoria jurídica de Romero afirmou que a primeira acusação formalizada no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) foi arquivada por falta de provas de conduta ilícita. Diante do novo registro policial, o ex-prefeito informou que protocolará uma notícia-crime contra Rael Ferreira por calúnia e difamação, além de adotar medidas judiciais nas esferas criminal e eleitoral contra quem compartilhar informações sem comprovação material.
O caso segue sob apuração formal da Polícia Civil de Pernambuco.















