Pela 1ª vez na história do Brasil, ex-presidente e generais são presos por tentativa de golpe

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Pela primeira vez na história brasileira, oficiais generais foram condenados, presos e começaram a cumprir suas penas em regime fechado por tentarem um golpe de estado. Os generais do Exército Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministros do governo Jair Bolsonaro (PL), foram presos pela Polícia Federal e pelo Exército após o STF declarar o trânsito em julgado das condenações na trama golpista.

Ambos foram levados para o Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília. O CMP foi indicado para recebê-los porque, segundo o Estatuto dos Militares, condenados da ativa ou da reserva podem cumprir pena em instalações militares.

Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira

As penas de prisão determinadas foram:

  • Augusto Heleno (ex-chefe do GSI): 21 anos de prisão.
  • Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa): 19 anos de prisão.

Outros condenados também iniciaram o cumprimento de suas penas:

  • Jair Bolsonaro (ex-presidente): Começou a cumprir a pena de 27 anos e 3 meses na Superintendência da Polícia Federal.
  • Almir Garnier (ex-comandante da Marinha): Cumprirá pena na Estação de Rádio da Marinha (ERMB), em Santa Maria, a 26 km de Brasília.
  • Walter Braga Netto (general e ex-ministro): Continuará na Primeira Divisão do Exército, na Vila Militar do Rio de Janeiro, onde já estava preso preventivamente.
  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça): Foi levado para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (Papudinha).
  • Alexandre Ramagem (deputado PL-RJ): O outro condenado, fugiu para os Estados Unidos, e o ministro Alexandre de Moraes notificou a Câmara para que ele perca o mandato.

Os advogados de Bolsonaro manifestaram indignação com a decisão da Primeira Turma do Supremo de decretar o trânsito em julgado do processo por tentativa de golpe, afirmando que ainda havia prazo para a apresentação de embargos infringentes, embora a jurisprudência do STF encare esse recurso como meramente protelatório. A defesa pretende recorrer.

Os militares condenados, incluindo Bolsonaro, Braga Netto, Heleno, Nogueira e Garnier, ainda responderão a um processo no Superior Tribunal Militar (STM), que pode lhes cassar as patentes e benefícios. O julgamento deve ocorrer no próximo ano.

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