
O ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho (União Brasil), utilizou suas redes sociais para se posicionar firmemente contra a Operação Vassalos, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada.
Em um vídeo incisivo, Miguel classificou a ação, que também mirou seu pai, Fernando Bezerra Coelho, e seu irmão, o deputado federal Fernando Filho, como “espalhafatosa” e politicamente motivada.
Miguel afirmou que a operação ocorre estrategicamente em pleno ano eleitoral para tentar frear o avanço de seu grupo político no estado. “Sabem por que atacam agora? Porque não querem que a experiência de Petrolina avance por todo Pernambuco”, declarou.
Um dos trunfos da defesa citado por Miguel é que a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia se manifestado contra a realização das buscas, classificando os pedidos da PF como frágeis. No entanto, o ministro Flávio Dino (STF) decidiu manter a ordem para o cumprimento dos 42 mandados.
O ex-prefeito defendeu que o volume de emendas (R$ 198 milhões) investigado pela PF foi o que transformou Petrolina na cidade que mais cresce no Nordeste, independentemente de quem ocupava a presidência da República.
A polêmica jurídica reside no fato de que, embora órgãos como o TCU e a CGU tenham apontado irregularidades em contratos da empresa Liga Engenharia Ltda (ligada a familiares dos Coelho) com a Codevasf, a PGR não viu elementos suficientes para a operação neste momento. A decisão solitária de Flávio Dino em autorizar as buscas é o principal argumento de Miguel para sustentar a tese de “perseguição”.















