
Em entrevista concedida à Rádio Polo, o renomado poeta Joãozinho Aboiador compartilhou sua análise sobre o crescimento do movimento das vaquejadas no país, impulsionado por grandes artistas nacionais como Wesley Safadão. Embora reconheça o impacto positivo e a visibilidade que essas megafestas trazem para a cultura nordestina, o poeta fez uma cobrança contundente: o resgate e a valorização dos aboiadores tradicionais.
Joãozinho relembrou com saudosismo como as competições eram iniciadas antigamente, destacando a necessidade de preservar essa identidade.

“O que falta nas vaquejadas é chamar os poetas aboiadores para fazer a abertura do evento, como a gente fazia antigamente. Ali, antes de começar a vaquejada, dois poetas, dois aboiadores passavam meia hora cantando, falando sobre os vaqueiros e sobre a festa. Esse espaço nós não temos mais”, lamentou.
Para o poeta, embora a “vitrine” do movimento esteja forte e consolidada, a essência cultural que envolve a poesia e o aboio acabou perdendo espaço na programação oficial dos grandes eventos.
“A gente fica escondido dentro da própria vaquejada, onde nós começamos a luta há 45, 50 anos”, desabafou Joãozinho, pedindo mais sensibilidade aos organizadores para que a tradição não seja esquecida em meio à modernização do esporte.















