“Isso é criminoso”, diz João Campos sobre denúncia de “polícia paralela” em Pernambuco; prefeito acionará a Justiça

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), quebrou o silêncio e manifestou-se de forma contundente sobre as denúncias de uso político da Polícia Civil de Pernambuco. 

Em vídeo publicado nas suas redes sociais, o gestor classificou as práticas reveladas pela TV Record como “criminosas”, “absurdas” e “autoritárias”, afirmando que tomará todas as medidas judiciais cabíveis para que o caso não fique impune.

Campos destacou pontos sensíveis da reportagem, como a colocação de rastreadores em carros oficiais da prefeitura sem autorização judicial e o desarquivamento de inquéritos com base em interesses eleitorais. “O que foi revelado é muito grave. Perseguição sem ordem judicial, sem inquérito, sem BO, sem nenhuma formalidade. Isso é imoral”, declarou o prefeito.

O gestor relembrou que, durante a sua campanha de reeleição em 2024, uma investigação sobre creches foi aberta e, mesmo após um delegado concluir pela inexistência de crimes e arquivar o caso, houve uma ordem superior para reabrir o processo citando a “importância do período eleitoral”.

Campos questionou quem estaria por trás da criação do grupo informal de WhatsApp (“Nova Missão”) e quem financia o que chamou de “rede de ódio e fake news” contra a sua honra.O prefeito enfatizou que não tolera corrupção, mas que também não aceita perseguição. Ele defendeu a Polícia Civil como uma instituição de mais de 200 anos que não pode ser desvirtuada para disputas políticas. “Na polícia e na política não vale tudo. A democracia brasileira não permite e nem permitirá nenhum arroubo autoritário”, concluiu.

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