
A polêmica envolvendo os problemas de esgotamento sanitário no Loteamento Maria Vieira, localizado às margens do Açude da Manhosa em Santa Cruz do Capibaribe, ganhou um novo capítulo com a troca de acusações públicas entre a gestão municipal e a defesa do empreendimento. O problema do esgoto, que se arrasta há anos, tem causado forte fedentina e transtornos à população.
Posição da Prefeitura
O secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcelo Cumaru, manifestou-se nas redes sociais para justificar as ações municipais e reforçar que a responsabilidade pela situação é dos proprietários do loteamento.
- Acusações: A prefeitura acusa os donos da área de realizarem o despejo irregular de dejetos diretamente dentro do Açude da Manhosa, o que agrava a situação ambiental e a qualidade de vida dos moradores.
- Ação Paliativa: O secretário acompanhou uma ação emergencial com um caminhão para a sucção dos dejetos acumulados na rua.
- Justificativa: Cumaru explicou que a atuação da prefeitura é de caráter paliativo e emergencial para minimizar os transtornos, enquanto o problema definitivo, que é a disposição das caixas de esgotamento dentro do açude, deve ser resolvido pelos responsáveis legais.
Contestação da Defesa do Loteamento
A resposta da defesa do empreendimento veio da advogada Laís Vasconcelos, que contestou as declarações do secretário Marcelo Cumaru.
- Negação de Notificação: A advogada negou que os proprietários tenham recebido qualquer notificação oficial da prefeitura sobre a questão do saneamento.
- Tentativa de Regularização: Laís Vasconcelos afirmou que os responsáveis pelo loteamento vêm tentando regularizar a situação do esgotamento sanitário, não apenas da área, mas de toda a Manhosa, ressaltando que o problema atinge vários bairros cujos esgotos também deságuam no açude.
- Crítica a Secretaria: A advogada criticou a atuação da secretaria, alegando “lentidão e entraves administrativos” no processo de regularização.
- Cobrança Pública: A defesa cobrou publicamente a resposta do secretário a um pedido de regularização da obra na Manhosa que, segundo ela, tramita há mais de três anos. Ela também negou qualquer intenção dos proprietários de provocar o esvaziamento do reservatório.
Enquanto o impasse se desenrola nas redes sociais, os moradores do Loteamento Maria Vieira continuam aguardando uma solução definitiva para o problema que afeta a saúde pública, o meio ambiente e o bem-estar.















