
O ex-ministro do Turismo, Gilson Machado, defendeu publicamente que o PL lance uma candidatura própria ao Governo de Pernambuco em 2026. A estratégia visa oferecer uma alternativa à polarização entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), além de fortalecer a legenda no estado. Machado enfatizou que o partido precisa de um nome competitivo, ironizando “candidaturas olímpicas” que aparecem apenas no período eleitoral sem chances reais de vitória.
Para o ex-ministro, é improvável que o presidente Lula mantenha dois palanques em Pernambuco, como espera Raquel Lyra, afirmando ser certo o apoio do petista à eleição de João Campos. Gilson projeta sua própria candidatura ao Senado como “irreversível”, baseando-se no recall da eleição para a Prefeitura do Recife em 2024, quando obteve quase 130 mil votos, e no apoio direto do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente pelo PL.
A movimentação de Gilson Machado também evidencia um rompimento político com Anderson Ferreira, atual presidente estadual do PL e ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes. Machado declarou não temer a concorrência interna de Anderson pela vaga ao Senado e criticou a postura da família Ferreira, citando o apoio deles ao PT em 2022 e votos do deputado André Ferreira contrários às diretrizes do PL, como a aprovação do retorno do seguro DPVAT.
Gilson rebateu as críticas de isolamento dentro da sigla, devolvendo a acusação a Anderson Ferreira. Segundo o ex-ministro, o presidente estadual é quem está isolado por não conseguir unificar a bancada federal do partido, como os deputados Pastor Eurico e Fernando Rodolfo, nem atrair lideranças conservadoras de outras legendas, a exemplo de Clarissa Tércio e Cleiton Collins. Uma reunião com Flávio Bolsonaro está marcada para fevereiro para consolidar as estratégias eleitorais do grupo em Pernambuco.















