
O clima de tensão e disputa interna na Federação União Progressista (formada por PP e União Brasil) ganhou mais um capítulo inflamado. Em entrevista concedida ao programa Rádio Debate, da Rádio Polo, nesta terça-feira (21), o ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato a senador, Miguel Coelho (União Brasil), criticou duramente a definição da data da convenção partidária da federação, agendada para o dia 5 de agosto — o último dia do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral.
Segundo Miguel Coelho, a escolha da data não passou por consenso e foi tomada de forma individual pelo presidente da federação em Pernambuco, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP).
“A convenção do União Brasil será semana que vem, antes da da governadora, e a gente havia deliberado em reunião da federação de que poderia ser do dia 1º ao dia 5. Essa decisão foi unilateral do deputado Eduardo da Fonte, enfim, não sei o que tá passando pela cabeça dele”, disparou Miguel Coelho.
Disputa feroz pelo Senado e apoio de Raquel Lyra
A divergência sobre o calendário de homologação reflete o impasse direto travado entre as duas lideranças pela indicação ao Senado Federal na chapa de reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD).
Embora a executiva estadual da federação já tenha formalizado votação em favor do nome de Eduardo da Fonte, Miguel Coelho ignora a deliberação interna e mantém sua pré-candidatura ativa. O ex-prefeito de Petrolina conta com um forte trunfo nos bastidores: a preferência velada da própria governadora Raquel Lyra por seu nome para compor a vaga majoritária.
Enquanto o União Brasil pretende realizar seu ato na próxima semana — antecedendo a convenção do PSD de Raquel Lyra —, o impasse na federação promete esticar as negociações até os últimos minutos do prazo regulamentar.















