
Durante sua participação no programa Rádio Debate, o deputado federal Felipe Carreras (PSB) apresentou um posicionamento firme em defesa da democracia e comentou sobre o PL da dosimetria, que prevê a redução das penas aplicadas aos envolvidos nos atos do dia 8 de janeiro. Lula vetou o projeto.
O parlamentar ressaltou que as instituições, como o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, pertencem ao país e não aos governantes temporários, criticando o que classificou como um movimento orquestrado para tomar o poder.
Carreras enfatizou que a democracia brasileira foi restabelecida com muita luta popular após períodos de ditadura e que o respeito às instituições deve prevalecer sobre preferências políticas. Sobre os eventos em Brasília, o deputado destacou os seguintes pontos:
- Ataque às Instituições: Ele afirmou que o ocorrido não foi um ato isolado de poucas pessoas, mas um movimento estratégico para atingir os pilares da democracia.
- Danos ao Patrimônio: O parlamentar citou a depredação de bens históricos e monumentos, questionando a ideia de que tais atos mereceriam apenas punições leves.
- Dosimetria das Penas: Embora reconheça que possa haver discussões sobre o equilíbrio das penas (descalibração), ele defendeu que a dosimetria não pode ser usada para “aliviar” ou “passar pano” em ações que atentam contra o Estado Democrático de Direito.
O deputado lamentou que a política atual tenha se transformado em um ambiente de “torcida”, onde o apoio a figuras como Donald Trump ou regimes autoritários muitas vezes ignora a coerência e os fatos. Ao citar o caso da Venezuela, Carreras declarou ser absolutamente contra as ditaduras, mas defendeu a autonomia dos povos para decidirem seus rumos através de suas próprias indignações e revoluções, sem intervenções externas baseadas apenas em poder econômico.
Felipe Carreras concluiu afirmando que prefere manter sua coerência a falar apenas o que agrada ao eleitorado para conquistar votos. Ele relembrou que o país já sofreu perdas de vidas durante o período ditatorial e reforçou que seu papel na política não é o de minimizar episódios que coloquem em risco a estabilidade democrática do Brasil.















