
Uma nova pesquisa do instituto Datafolha, realizada presencialmente entre os dias 25 e 27 de maio de 2026, aponta um cenário de acirramento na disputa pelo Governo de Pernambuco. No levantamento estimulado de primeiro turno, a atual governadora Raquel Lyra (PSD) aparece com 48% das intenções de voto, seguida de perto pelo ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), que registra 43%.
Como a margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois principais pré-candidatos encontram-se em situação de empate técnico. O pré-candidato Ivan Moraes (PSOL) pontua com 2%. Votos brancos ou nulos somam 4% e os eleitores indecisos representam 2%. Esta foi a primeira vez que o Datafolha testou o cenário com estes três nomes, impossibilitando a comparação direta com pesquisas anteriores.
Perfil do eleitorado no 1º Turno e Rejeição

O levantamento detalhou o comportamento das intenções de voto por segmentos demográficos e políticos:
- Raquel Lyra: Registra seus melhores índices entre homens (53%), eleitores mais instruídos (57%), pessoas que reprovam o governo Lula (64%) e eleitores que pretendem votar em Flávio Bolsonaro (69%).
- João Campos: Pontua mais alto entre as mulheres (47%), eleitores menos instruídos (49%), cidadãos com renda familiar de até dois salários mínimos (46%) e entre os que pretendem votar em Lula (55%).
No quesito rejeição, Ivan Moraes lidera o índice com 59% dos eleitores afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Raquel Lyra e João Campos também empatam tecnicamente na rejeição, com 25% e 29%, respectivamente.
Simulação de 2º Turno
Em um eventual cenário de segundo turno entre os dois líderes, Raquel Lyra aparece à frente, fora da margem de erro, somando 51% das intenções de voto contra 44% de João Campos. Brancos e nulos contabilizam 4% e indecisos são 1%.
A atual governadora amplia sua vantagem principalmente entre eleitores de 25 a 34 anos (58%), mais instruídos (63%), moradores do interior do estado (53%), evangélicos (59%) e apoiadores de Flávio Bolsonaro (73%). Já João Campos atinge seu melhor desempenho no segundo turno entre os que desaprovam a gestão estadual (85%) e entre os que aprovam o governo Lula (56%).















