Combate à concorrência desleal: SEFAZ-PE apreende milhões em mercadorias que chegariam ao Polo de Confecções sem nota fiscal

Foto: Folha de Pernambuco

Na manhã desta quinta-feira (3), o coordenador da Administração Tributária da Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz-PE), Cristiano Aragão, participou do programa Rádio Debate, na Rádio Polo, e falou sobre as recentes apreensões de mercadorias com destino ao Polo de Confecções, especialmente em cidades como Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Caruaru.

Cristiano destacou que o principal objetivo das ações é combater a concorrência desleal. Desde o início de 2025, foram interceptados 12 veículos de grande porte com mercadorias sem nota fiscal, totalizando pelo menos R$ 5,7 milhões em produtos apreendidos e R$ 2,2 milhões arrecadados em impostos e multas.

Entre os itens, foram identificadas mercadorias importadas de diversos países e também produtos oriundos de estados brasileiros como São Paulo, com destaque para uma carga do Brás avaliada em R$ 1,1 milhão. Em Panelas, outra apreensão relevante somou R$ 1 milhão. Também foram registrados casos de notas fiscais falsas de mercadorias vindas da China.

A fiscalização tem sido fortalecida com o uso de tecnologias e sistemas integrados, o que, segundo Cristiano, permite que os fiscais já tenham informações prévias sobre os produtos, evitando ações desnecessárias e focando em irregularidades.

Quando a mercadoria tem origem lícita, mas sem nota fiscal, é lavrado auto de infração para pagamento dos tributos devidos e posterior liberação. Caso contrário, os produtos são recolhidos para um depósito da Sefaz e podem ser leiloados futuramente.

Nesta semana, três carretas foram apreendidas com R$ 2,4 milhões em mercadorias nas BRs 423 e 104, que também seriam destinadas ao Polo de Confecções.

Cristiano finalizou afirmando que a ação beneficia quem atua de forma legal, pois fortalece o ambiente de negócios, protege empregos e promove o desenvolvimento do Agreste.

“Ao final das contas, quem trabalha correto é quem se beneficia com esse tipo de abordagem, porque a gente melhora o ambiente de negócios, protege os empregos da região e promove o desenvolvimento do Agreste. Já para quem não trabalha correto, ele terá a lupa da Secretaria da Fazenda para que a gente consiga melhorar e fazer uma justa concorrência”, finalizou.

Ouça a entrevista completa abaixo.

Compartilhe agora essa notícia!

Facebook
WhatsApp
Twitter