
A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou, por unanimidade, o recurso apresentado pela defesa de Marcelo da Silva, réu confesso (em depoimento inicial) pelo assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, ocorrido em 2015, em Petrolina. Com a negativa, os advogados de Marcelo protocolaram um recurso extraordinário para levar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A estratégia da defesa, liderada pelo advogado Rafael Nunes, busca anular decisões de instâncias anteriores alegando violações constitucionais. “Acreditamos na inocência de Marcelo e lutaremos para que ele sequer vá a júri popular”, afirmou o jurista.
Relembre o crime e a investigação
Beatriz Mota, de apenas 7 anos, foi assassinada a facadas em dezembro de 2015, durante uma festa de formatura no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora. O crime chocou o estado pela brutalidade e pela demora na elucidação.
- A Identificação: O suspeito só foi identificado em janeiro de 2022, graças a exames de DNA realizados na faca encontrada no local do crime. Marcelo já estava preso por outros crimes sexuais na época.
- A Confissão: Em vídeo gravado pela polícia, Marcelo confessou o crime, alegando ter entrado na escola para roubar e esfaqueado a criança para evitar que ela gritasse.
- A Reviravolta: Atualmente, a defesa sustenta a inocência do réu, alegando que as provas são frágeis e que houve quebra na “cadeia de custódia” do material genético.
Próximos Passos
Em dezembro de 2023, a Justiça de Petrolina determinou que Marcelo seja submetido a júri popular por homicídio triplamente qualificado. No entanto, o julgamento segue sem data marcada devido à sucessão de recursos que tentam impedir que o réu se sente no banco dos réus.















