
A tentativa da oposição de investigar supostas irregularidades no concurso da Procuradoria-Geral do Município (PGM) sofreu um revés decisivo na manhã desta terça-feira (3). O presidente da Câmara, Romerinho Jatobá (PSB), determinou o arquivamento do pedido de CPI protocolado ontem pelo vereador Thiago Medina (PL).


O Fator do Arquivamento – Em seu despacho, publicado no Diário Oficial, Romerinho sustentou que não há “fato determinado” para a investigação. A fundamentação técnica é que, como a Prefeitura do Recife revogou a nomeação polêmica em 31 de dezembro de 2025 (tornando-a sem efeito), o objeto da denúncia teria deixado de existir, não havendo dano ao erário ou impacto atual à administração.
Entenda a Polêmica: O centro da crise é a nomeação de Lucas Vieira Silva. O caso ganhou repercussão nacional devido aos seguintes detalhes:
- A Reclassificação: O candidato figurava na 63ª posição na ampla concorrência. Após a homologação, ele apresentou um laudo de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e saltou para o 1º lugar na lista PCD, desbancando o candidato original, o advogado Marko Venício.
- Vínculos de Poder: Lucas é filho da procuradora Maria Nilda Silva (MPCO/TCE-PE) e do juiz Rildo Vieira (TJPE). A oposição aponta uma “coincidência”: a nomeação ocorreu pouco tempo após o arquivamento de investigações que miravam a gestão municipal em outras esferas.
Recuo da Prefeitura: Após forte pressão das associações de classe, o prefeito João Campos anulou a nomeação de Lucas e deu posse a Marko Venício, classificando o pedido de impeachment e a CPI como “oportunismo político”.















