
Fortalecido: Em Santa Cruz do Capibaribe, as urnas fortaleceram o prefeito Fábio Aragão (PP). Na divisão dos três grandes grupos políticos da cidade, o seu candidato a deputado estadual, e filho da terra, Diogo Moraes (PSB), teve uma vitória esmagadora no município contra seus principais oponentes, estamos falando do líder do grupo verde Alan Carneiro e o líder do Boca-preta, o ex-prefeito Edson Vieira.
Urbana e rural: Em 2020, Fábio se tornou prefeito de uma forma atípica, ficando em segundo na zona urbana, onde perdeu para Alan, e ficando em segundo na Zona rural, onde perdeu pra Dida de Nan. Em 2022, a situação foi de domínio na zona urbana, mas principalmente na Zona Rural, onde pela primeira vez os taboquinhas foram majoritários no distrito de Poço Fundo.
Reformulação: Mas como falamos em nossa última curtinha antes da eleição, o grupo taboquinha poderia ter vitória nas urnas, tanto no aspecto de majoritário na cidade, como nas conquistas das vagas disputadas que não escapariam de uma reformulação. É justamente o que acontece, Fábio vence uma quebra de braço interna contra José Augusto Maia e as urnas o colocam como a principal liderança do grupo, mas precisará contornar os prejuízos internos visando 2024.
O folêgo: Apesar de mais uma vez desbancar um grupo tradicional de Santa Cruz do Capibaribe, desta feita deixando para trás a principal liderança do grupo boca preta, Edson Vieira, o líder do grupo Carneirinho, Alan Carneiro, teve uma votação no município muito aquém do seu desempenho em 2020. Alan tem o desafio de reorganizar o grupo para 2024, mantendo o seu nome forte, e o último folêgo de 2022 é fazer uma governadora aliada, no caso Raquel Lyra.
O desastre: Nem em seu pior pesadelo o ex-prefeito Edson Vieira e o seu grupo político imaginariam que as urnas seriam tão cruéis. Pois a chapa de Alessandra não conseguir chegar ao segundo turno era um risco calculado, ficar em terceiro mais uma vez na cidade também era algo imaginável, agora não ser eleito deputado estadual foi horrível para quem fez uma pré-campanha de deputado federal e disputou uma vaga que todo mundo colocava como certa para estadual, inclusive esse colunista.
Renovação: O grupo Boca Preta também está no contexto de renovação de suas lideranças, caso contrário, amargará mais uma vez futuras terceiras colocações, pois é perceptível que o desgaste político de Edson Vieira já afeta o grupo como um todo, assim como já foi José Augusto Maia para os Taboquinhas em outrora.
Reflexão: Em 2010, Edson Vieira, Diogo Moraes e José Augusto Maia comemoravam os cargos disputados no estado, 12 anos depois Edson perde uma cadeira tida como certa, José Augusto Maia nem de longe teve um desempenho que o tornou o único filho da terra deputado federal e Diogo ver sua vaga ameaçada para deputado estadual. Zé nem a votação para sonhar com uma suplência conseguiu, e Edson e Diogo, mesmo mantendo a cadeira, tem que refletir muito em relação a queda em suas votações, se comparada aos últimos pleitos.
Diálogo: Assim como em 2018, as urnas de 2022 apontam que as somas dos votos das oposições superam o do grupo de situação. Contudo, existe uma diferença, em 2018 as principais somas estavam entre membros de um grupo, em 22 as somas são de grupos distintos de um novo tabuleiro político da cidade. Nesse contexto, o diálogo é mais difícil para algumas conjunturas, mas não é improvável e muito necessário.
Nova conjuntura: Mais uma vez a direita de Santa Cruz do Capibaribe sai fortalecida de um pleito, com uma grande diferencial, tendo um filho da terra como protagonista, estamos falando do empresário Robson Ferreira (PL), que teve uma votação expressiva na cidade e no estado, sendo hoje primeiro suplente de deputado federal, uma conjuntura política das oposições sem diálogo com Ferreira é impensável.
Impensável: Contudo, é necessário entender que as urnas apontaram que algumas lideranças já não são tão aceitas no imaginário popular, principalmente fora da bolha da paixão política. Portanto, as oposições precisam de diálogo, fazer conjunturas, mas com muito cuidado nas “impensáveis”, pois as vezes são mais percas do que conquistas.
Fica ligado: Todas as segunda-feira, às 17h, na programação da Rádio Polo, você fica por dentro dos bastidores políticos de nossa região, acompanhando as curtinhas do Romenyck Stiffen em áudio.
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