Dois servidores públicos são presos acusados de fraudar concurso público de Gravatá

 

A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou na manhã desta quinta-feira (09) a Operação Ponto de Corte que resultou na prisão de três suspeitos de fraudar concurso público, dentre eles, o da Guarda Civil Municipal de Gravatá, realizado em dezembro de 2020, além de integrar associação criminosa.

Foram expedidos três mandados de prisão e 13 de busca e apreensão domiciliar pela Vara Civil de Gravatá. Os mandados foram cumpridos em Recife, Olinda, Camaragibe, São Lourenço da Mata e Paulista.

De acordo com a Polícia, das três pessoas que foram presas, dois são servidores públicos do Governo de Pernambuco, onde um deles é um policial penal. Os suspeitos foram encaminhados à sede do Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), em Afogados, Zona Oeste do Recife. A polícia ainda não informou quais outros concursos foram alvos da quadrilha.

O delegado da Delegacia de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado, Guilherme Caraciolo, detalhou como os suspeitos agiram. O delegado ainda não descarta a participação de outros suspeitos.

“Um deles era se passando pelo candidato. Eles pegavam uma foto da pessoa que ia fazer a prova, substituíam no RG do candidato e faziam a prova por ele. O outro método de fraude era a utilização de pontos eletrônicos através de mini celulares que era acoplados ao corpo da pessoa, que recebiam as informações do gabarito”, explicou.

Além disso, no endereço onde os mandados foram cumpridos, a polícia encontrou duas armas, munições, celulares, pontos eletrônicos, documentos falsos e a quantia de R$ 15 mil, em espécie.

O concurso público da Guarda Civil Municipal de Gravatá foi anulado por questões administrativas. As investigações tiveram início em janeiro após denúncias.

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