
Em entrevista concedida ao programa Estúdio Livre da Rádio Polo, o ex-prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Edson Vieira (PSDB) foi questionado sobre as articulações políticas visando o pleito de 2022. Uma das perguntas foi referente a um possível apoio do ex-vereador Afrânio Marques, presidente do PDT no município.
Edson deixou claro que não teve nenhuma conversa com Afrânio, mas que não vê problema em sentar à mesa com o ex-parlamentar, que inclusive foi sustentação ao seu primeiro governo entre 2013 e 2016.
“Não conversamos, mas tenho respeito e consideração a ele (Afrânio), já discordamos e concordamos em diversas situações, e nesta última campanha estivemos em lados opostos, mas nada que nos impeça de conversar em qualquer dia ou qualquer lugar”, concluiu.
O ex-prefeito também avaliou a ‘sangria’ no grupo liderado pelo empresário Allan Carneiro (PSD) e destacou que não teria dificuldade em unir as duas bancadas de oposição na Câmara.
“Se a oposição tivesse coesa, teríamos oito vereadores nossos com mais 5 que ainda falta se posicionar mais firmemente. Com isso seria 13 vereadores de oposição que iria sugerir e teria uma atuação muito grande.
Edson ainda opinou sobre a posição de Capilé e afirmou que vê ele mais próximo do governo do que com a oposição.
“Capilé mesmo eu vejo ele alinhado com o governo, pois quando foi questionado sobre seu voto na questão da previdência, onde no meu governo ele sempre foi contra, mandou todos esquecerem o que ele falava e disse que estaria votando favorável nesse parcelamento proposto por Fábio”, criticou.
Por fim, Edson disse que não vê dificuldades em dialogar com Allan Carneiro e com o grupo de vereadores.
“A política é a arte da conversa, se eu fechar a porta não estou sendo democrático. Fazer uma aliança é outra coisa, mas conversar não vejo problema. Eu acho que primeiro precisamos dialogar com relação a Câmara, o quadro está bem desenhado”, encerrou Edson.















