Bate-boca na Câmara: Marlos da Cohab questiona cessão funcional de Jessyca Cavalcanti e vereadora rebate acusações

A sessão ordinária da Câmara Municipal de Santa Cruz do Capibaribe, realizada na tarde desta quinta-feira (13), foi marcada por um momento de forte tensão e bate-boca entre parlamentares. O estopim da discussão foi um requerimento apresentado pelo vereador Marlos da Cohab, solicitando informações formais ao prefeito de Surubim, Cleber Chaparral, a respeito do local e horário de trabalho da vereadora Jessyca Cavalcanti.

Durante seu discurso na tribuna da Casa Dr. José Vieira de Araújo, o parlamentar governista chegou a classificar publicamente a vereadora como “funcionária fantasma” em relação ao seu vínculo no município vizinho.

Jessyca Cavalcanti rebate no Rádio Debate e publica vídeo de esclarecimento

A resposta da vereadora não demorou. Além de declarar em plenário que aguardará a resposta formal da Prefeitura de Surubim via requerimento aprovado pela Casa, Jessyca participou do programa Rádio Debate desta sexta-feira (14), na Rádio Polo, e publicou um vídeo em suas redes sociais prestando contas de sua vida funcional.

Professora efetiva concursada das redes estadual e municipal, a parlamentar explicou a regularidade da sua situação:

“Sou professora efetiva das redes municipal e estadual. Em Santa Cruz, estou licenciada para exercer o mandato de vereadora, um direito garantido por lei, e recebo exclusivamente da Câmara de Vereadores. No vínculo do Estado, estou cedida à Prefeitura de Surubim, onde atuo como formadora do Núcleo de Estudos de Gênero da Secretaria de Educação, desenvolvendo ações voltadas à educação para as relações de gênero e ao enfrentamento da violência contra a mulher”, detalhou a vereadora.

“Tentativa de cortina de fumaça”

Jessyca enfatizou que sua remuneração pelo Estado permanece idêntica à que receberia em sala de aula, sem ônus para o erário de Santa Cruz do Capibaribe:

“Recebo o mesmo salário que receberia se estivesse trabalhando diretamente no Estado. Não existe acúmulo, privilégio ou vantagem financeira. E é importante deixar claro: não existe qualquer ônus para o Município de Santa Cruz do Capibaribe. Minha situação é regular, documentada e transparente, e todos os questionamentos serão devidamente respondidos! Tentar transformar uma situação funcional regular em polêmica é apenas uma cortina de fumaça para desviar a atenção dos problemas que realmente precisam ser fiscalizados em Santa Cruz do Capibaribe”, concluiu.

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