
Durante participação no programa Rádio Debate desta quarta-feira (20), a pré-candidata a deputada estadual Helloysa Ferreira, respondeu aos questionamentos do debatedor Tenório sobre os desafios de exercer o papel de oposição nas esferas municipal e estadual. Na sabatina, foi traçado um paralelo entre a atuação de Helloysa em Toritama e a da vereadora Jéssyca Cavalcante em Santa Cruz do Capibaribe, destacando que ambas mantêm postura crítica tanto em relação à governadora Raquel Lyra (PSD) quanto aos seus respectivos gestores municipais, no caso de Toritama, o prefeito Sérgio Collin.
Foco político e problemas crônicos em Toritama
Ao ser questionada sobre qual esfera apresenta maior dificuldade para o exercício da oposição, Helloysa afirmou que mantém a mesma intensidade de cobrança nos dois âmbitos e que norteia sua atuação por princípios inegociáveis. Ela explicou que, após focar no cenário local durante o pleito de 2024, o cenário de 2026 exige uma atenção ampliada para a situação do estado de Pernambuco, sem que isso signifique abandonar as demandas da população toritamense.
Como exemplo de gargalo municipal, ela citou a situação crônica da localidade conhecida como “Vaca Leiteira”. Segundo Helloysa, a rua recebeu pavimentação, mas sofre com a total ausência de um sistema de escoamento de águas pluviais, o que resulta em inundações recorrentes e prejuízos para as famílias residentes a cada período de chuva.
Investimentos federais e críticas à gestão local
Outro ponto de forte crítica centralizou-se na infraestrutura da travessia urbana de Toritama. Helloysa destacou o anúncio recente de um aporte de 30 milhões de reais por parte do Ministério dos Transportes, do Governo Federal, para a execução dessas obras na rodovia que corta o município.
A oposicionista relembrou que a gestão anterior, sob o ex-prefeito Edilson Tavares, havia contraído um empréstimo de 10 milhões de reais com a promessa de revitalizar o trecho, chegando a divulgar projetos detalhados em tecnologia 3D que incluíam passarelas e suportes para compradores. Ela questionou a falta de resolutividade da iniciativa anterior e o destino dos recursos do empréstimo, enfatizando que a execução da obra agora dependerá diretamente do investimento federal.
Helloysa defendeu a necessidade do contraditório na política local ao apontar que o dinamismo econômico de Toritama ainda carece de iniciativas consolidadas, citando a Rodada de Negócios promovida na vizinha Santa Cruz do Capibaribe como um modelo de evento de fomento que ainda falta ao município de Toritama.















