
A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou crescimento no mês de maio, consolidando uma tendência de recuperação na percepção do eleitorado. De acordo com os dados mais recentes do Instituto AtlasIntel/Bloomberg, a taxa de aprovação do petista subiu de 46,8% para 47,4%, enquanto o índice de desaprovação apresentou recuo, caindo de 52,5% para 51,3%.
Essa movimentação refletiu diretamente na aprovação líquida — que mede a diferença real entre os dois índices —, que passou de -7,6 pontos percentuais em março e -5,7 em abril para -3,9 em maio. Embora as variações sejam consideradas moderadas, o resultado é o melhor desempenho alcançado pelo presidente no ano e sinaliza uma reversão no desgaste político observado no início do primeiro trimestre, sugerindo que as recentes medidas anunciadas pelo Palácio do Planalto começam a surtir efeitos graduais na opinião pública.
Flávio Bolsonaro lidera rejeição e gera maior “medo eleitoral”

Pela primeira vez no cenário avaliado, o senador Flávio Bolsonaro (PL) assumiu o posto de nome mais rejeitado entre os pré-candidatos à presidência, atingindo a marca de 52%. O parlamentar superou os índices de rejeição do próprio presidente Lula, que registra 50,6%, e do ex-presidente Jair Bolsonaro, com 49,1%. Na sequência aparecem a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (45,6%), o governador de Minas Gerais Romeu Zema (42,2%), o ministro Fernando Haddad (39,9%), o governador de Goiás Ronaldo Caiado (38%) e Renan Santos (37,8%).
O levantamento apontou ainda uma inversão significativa no indicador de “medo eleitoral”, que avalia qual vitória na disputa presidencial preocupa mais o eleitorado. Atualmente, 47,4% dos entrevistados afirmam que temem uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro, enquanto 40,5% demonstram maior preocupação com a reeleição de Lula. Até o mês de abril, os dois cenários figuravam em situação de empate técnico, mas o distanciamento atual resume a mudança de ritmo na corrida presidencial.
Os dados foram coletados em âmbito nacional pelo instituto de pesquisa entre os dias 13 e 18 de maio, ouvindo 5.032 pessoas por meio digital. O levantamento possui margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está oficialmente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06939/2026.















