
Uma nova pesquisa eleitoral do instituto AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (19), revelou uma queda de 5% nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial. O recuo ocorre logo após a repercussão do envolvimento do parlamentar na divulgação de trocas de mensagens com o empresário Vorcaro, impactando diretamente os cenários de primeiro e segundo turno em comparação com o levantamento anterior, realizado no mês de abril.
Cenário de primeiro turno e votos válidos
No cenário estimulado de primeiro turno, o presidente Lula (PT) lidera a disputa e oscilou positivamente, passando de 46,6% para 47%. Já Flávio Bolsonaro registrou uma retração significativa, caindo de 39,7% para 34,3%. O levantamento aponta ainda que, no cálculo de votos válidos — onde são desconsiderados os votos em branco e nulos —, Lula atinge a marca de 50%, patamar que abre a possibilidade real de uma vitória ainda no primeiro turno.
A perda de terreno de Flávio Bolsonaro acabou impulsionando outros nomes posicionados no campo da direita e do centro-direita. O candidato Renan Santos (Missão) cresceu de 5,3% para 6,9%, enquanto o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), subiu de 3,1% para 5,2%. Paralelamente, o índice de eleitores indecisos e que pretendem votar em branco ou nulo também registrou aumento, o que sinaliza que a parcela do eleitorado antipetista afetada pela crise busca novas opções na ala conservadora, sem migrar para a candidatura governista.
Simulações sem Flávio Bolsonaro e o papel de Michelle
A pesquisa testou alternativas para a composição do quadro eleitoral sem a presença do senador do PL. Em um cenário sem Flávio Bolsonaro, Lula lidera com 46,7%, seguido por Romeu Zema com 17% e pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que atinge 13,8%. De acordo com a análise dos dados, nenhum dos dois nomes consegue herdar integralmente o capital político do eleitorado bolsonarista.
Por outro lado, quando o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é incluído na disputa, Lula mantém 47% das intenções de voto, enquanto Michelle registra 23,4%. O resultado demonstra que a ex-primeira-dama preserva um forte apelo e identificação com a base aliada, embora se posicione numericamente distante do desempenho eleitoral que vinha sendo apresentado por Flávio.
Vantagem de Lula se consolida no segundo turno
O impacto das denúncias e a consequente queda de Flávio Bolsonaro alteraram de forma expressiva as simulações de segundo turno. Se em abril Lula e Flávio apareciam em situação de empate técnico dentro da margem de erro — com o senador registrando 47,8% contra 45,5% do petista —, os números de maio mostram o atual presidente com uma vantagem de 7,1 pontos percentuais, vencendo o confronto por 48,9% a 41,8%.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg também simulou outros cenários de segundo turno, indicando que o presidente Lula venceria todos os demais adversários testados. No embate direto contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, o placar aponta 48,5% a 43,4%. Em eventuais disputas contra Romeu Zema e Ronaldo Caiado, Lula lidera com 47,8% contra 37,6% e 47,5% contra 38,5%, respectivamente. Por fim, em um cenário contra Renan Santos, o atual mandatário venceria por 47,8% a 28,4%.















