
Representantes do movimento “Somos Todas Professoras” estiveram presentes na Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Capibaribe, na tarde desta quinta-feira (16), para intensificar a cobrança pelo reconhecimento profissional da categoria. Em entrevista concedida ao jornalista Eliton Araujo, na Rádio Polo, o porta-voz do grupo, Jeferson Bruno, detalhou as dificuldades enfrentadas pela classe e a atual falta de diálogo com a gestão municipal.
A principal pauta do movimento é o enquadramento profissional das auxiliares de educação como professores. Segundo Simone, integrante do grupo, a categoria já exerce funções docentes no cotidiano das unidades escolares e atende a todos os requisitos legais previstos na legislação federal sancionada em janeiro de 2026.
A cobrança tem como base jurídica a Lei n° 15.326, de 6 de janeiro de 2026. Apesar de a lei estar em vigor há alguns meses, o grupo alega que a Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe ainda não apresentou um cronograma ou resposta oficial sobre a implementação da medida para as profissionais locais.
Falta de diálogo com a gestão municipal
O movimento afirma que diversas tentativas de comunicação já foram realizadas sem sucesso. De acordo com os representantes, já foram enviados ofícios à gestão municipal e houve tentativas diretas de diálogo com o procurador do município, porém, até o momento, não houve nenhum retorno concreto por parte da administração municipal. O grupo reforça que a ausência de posicionamento oficial gera incerteza para as trabalhadoras que aguardam a regularização de sua situação profissional.















