
Polêmica: Nas duas últimas semanas, os bastidores políticos da Câmara de Taquaritinga do Norte ferveram com o trâmite de um Projeto de Lei do Executivo, votado na última sexta-feira, 13/03, que autorizou a abertura de crédito especial, no valor de mais de R$ 730 mil, em relação aos precatórios do FUNDEF, ao orçamento municipal de 2026.
Transparência: Em conversa com o presidente do SINDUPROM-PE, professor João Paulo, a categoria solicitava a retirada do PL, que estava em caráter de urgência, para uma melhor discussão, pois, no entendimento da classe, faltou transparência nos valores que corresponde ao rateio para os professores.
7×3: Como já apontado, o projeto foi votado na última sexta-feira, 13/03, e aprovado por 7 votos favoráveis e três contrários. O que chamou a atenção foi o voto do vereador oposicionista, Geovane César, que seguiu pela aprovação do referido projeto.
Voto técnico: Segundo o vereador Geovane César, no uso de sua fala, ele deu um voto técnico e não político, argumentando, sem muitos detalhes, uma lei aprovada em março de 2024, com o prefeito Lero na gestão. Ainda segundo Geovane, ele mesmo votou pela aprovação da referida lei à época, assim como muitos que são vereadores hoje e à época.
Voto político: Mesmo em seu discurso apontando respeitar quem votou contra o atual projeto, ao dizer que votava de forma técnica e não política, Geovane coloca os seus companheiros de bancada de situação na berlinda. Pois de forma muito direta, ele acaba destacando que os demais da oposição votaram de forma política e não técnica. Necessário lembrar que João Eugênio e Milton eram vereadores em 2024.
Defesa: A fala de Geovane faz com que esse colunista que vos escreve não destaque os argumentos dos poucos vereadores da bancada de situação que justificaram seus votos, pois em minha observação, nenhum conseguiu arrumar uma argumentação melhor que o próprio oposicionista.
Com a classe: Os vereadores oposicionistas que votaram contrário ao projeto, foram: Milton Cícero, João Eugênio e Baiano. Eles destacaram, entre as argumentações, que seus votos eram em favor e pedido da categoria que solicitavam transparência em relação ao projeto.
Pesou: O voto de Geovane fez pesar ainda mais o clima na oposição Calabar, resta saber como será a condução do grupo em relação ao vereador a partir de então. Por enquanto, deixo na íntegra a transcrição do discurso de Geovane, para interpretação de vocês.
O discurso:“Meu voto não é político, meu voto é técnico, sou presidente de uma Comissão, no qual Milton é o relator, fizemos nossa parte, concedemos a vista, aguardamos do Sindicato ou da própria casa trazer alguma emenda, agora baseado em uma lei que essa casa mesmo aprovou em março de 2024, com o prefeito Lero, no qual eu votei na lei e muitos daqui votaram, não poderia ser diferente agora. O que eu votei, é só no crédito, um crédito que o prefeito faça o rateio para vocês (professores), estou autorizando para que o prefeito faça um rateio, agora se a conta não fecha, a culpa não é minha, a culpa não é dessa casa, a culpa não é do relator Milton, aí tem que ser questionado ao Tribunal de Contas, ao Ministério Público. O que eu votei é para que em breve, segunda-feira, no mais tardar terça ou quarta, vocês já estejam com o dinheiro do rateio, eu votei a favor da classe, esse é meu voto. Respeito quem votou não, agora meu voto não é um voto político, meu voto foi um voto técnico”.















