Parlamentares do Centrão e da Direita protocolam pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes

Um grupo expressivo de deputados federais e senadores, representando siglas como União Brasil, PP, PSD, Republicanos e PL, entregou formalmente ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, um pedido de abertura de processo de impeachment contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes.

O documento baseia-se em denúncias de supostos atos incompatíveis com o cargo, mas o ponto central que sustenta o requerimento desta vez envolve cifras milionárias e suspeitas de conflito de interesse.

Os principais pontos da acusação:

  • Contrato Milionário: O texto cita um contrato de R$ 129 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
  • Caso Daniel Vorcaro: Os parlamentares mencionam trocas de mensagens atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro (preso recentemente) com o magistrado, sugerindo proximidade indevida no dia da operação policial.
  • Imparcialidade: O grupo argumenta que tais fatos levantam questionamentos sobre a conduta institucional e a isenção de Moraes em processos que envolvam o sistema financeiro e investigados ligados ao banco.

O rito no Senado

A batuta do processo está agora nas mãos de Davi Alcolumbre. Como presidente do Senado, cabe exclusivamente a ele a decisão monocrática de:

  1. Aceitar o pedido: Dando início à comissão especial para análise.
  2. Arquivar o pedido: Caso entenda que não há fundamentação jurídica suficiente (o que tem sido a regra para pedidos contra ministros do STF nos últimos anos).

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