Lero rebate Gena Lins sobre dívida milionária e nega “rombo” em Taquaritinga do Norte

O ex-prefeito de Taquaritinga do Norte, Lero, participou ao vivo do programa Rádio Debate nesta sexta-feira (30) para responder às acusações feitas pelo atual gestor, Gena Lins. Em vídeo publicado recentemente, Gena afirmou ter herdado mais de R$ 7 milhões em dívidas, incluindo uma execução de R$ 1,5 milhão junto ao Ministério do Trabalho.

A origem da dívida trabalhista 

Lero esclareceu que o montante de R$ 1,5 milhão é fruto de uma ação judicial histórica movida pelos Agentes de Combate às Endemias (ACE). Segundo o ex-prefeito, a categoria buscava na Justiça o reconhecimento do regime celetista (CLT) em detrimento do estatutário. “É uma questão que vem de gestões passadas, com funcionários de 20 ou 25 anos atrás. Nós recorremos enquanto houve prazo legal, mas a decisão final da Justiça saiu agora e o município precisa cumprir. Não é uma dívida ‘criada’ por Lero, mas um direito reconhecido da classe”, afirmou.

Questionamento sobre os R$ 7 milhões 

Sobre a afirmação de que o passivo total chegaria a R$ 7 milhões, Lero desafiou o atual prefeito a apresentar documentos comprobatórios. O ex-gestor assegurou que deixou a prefeitura com as contas equilibradas, salários em dia e fornecedores pagos. “Falar em vídeo é fácil, quero ver mostrar os documentos. Deixamos mais de R$ 1,5 milhão em caixa apenas para a saúde”, rebateu.

Herança de obras e recursos 

Durante a entrevista, Lero aproveitou para listar o que chamou de “herança positiva” para a atual gestão, citando recursos e projetos que já estão em andamento ou licitados, como duas creches garantidas, uma em Taquaritinga (convênio estadual) e outra em Pão de Açúcar (recurso federal de R$ 3 milhões), dois novos postos de saúde (Capibaribe e Zamba) via Pacto pela Saúde, além de recursos para outras unidades. Lero ainda elencou emendas do deputado Diogo Moraes (PSDB) para asfalto e pavimentação de cinco ruas na Serrinha, que, segundo Lero, aguardam apenas a execução da prefeitura. E por fim, a garantia de recursos para a terceira Cozinha Comunitária na Beira Rio.

O ex-prefeito lamentou o que chamou de “administração de picuinhas” por parte da atual gestão e reforçou que continuará trabalhando pela cidade, mesmo fora do cargo. “Desejo que o prefeito governe e execute o que deixamos pronto, em vez de tentar manchar nossa história com narrativas vazias”, concluiu.

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