As Curtinhas do Romenyck Stiffen

Desafio: Para além de três candidaturas ou mais a deputado estadual no próximo pleito, os denominados “filhos da terra” de Santa Cruz do Capibaribe tem um desafio do tamanho do mundo pela frente, acabar com a estagnação existente dos votos nos pratas da casa nas urnas do município. Sim, já vou alertando que para a referida pesquisa, as Curtinhas se tornaram longuinhas. 

Reflexão: Uma fala do vereador Carlinhos da Cohab de que o povo de Santa Cruz gosta de votar nos filhos da terra me levou a reflexão e uma pesquisa nos resultados dos últimos pleitos estaduais em Santa Cruz do Capibaribe. Vamos aos números.

Justificando: Apesar de termos feito o levantamento da eleição de 1990 até 2022, vamos expor mais de 2014 a 2022, onde entendemos que estagnação é mais clara e perceptível. Contudo, os números de 1990 até 2022 poderão nos trazer várias outras leituras políticas sobre os “filhos da terra”, no entanto, grande parte desse levantamento ficará para outros momentos.

Números: A eleição de maior votação em Santa Cruz do Capibaribe nos “filhos da terra” para deputado estadual foi em 2014, onde os principais nomes do referido pleito foram Diogo Moraes, Toinho do Pará, Ernesto Maia e Dimas Dantas que juntos obtiveram 34.614 votos nas urnas da cidade. 

Declínio: Mesmo com um eleitorado maior, esses números tiveram uma queda em 2018. Alessandra Vieira, Diogo Moraes, Tallys Maia e Cleiton Barboza, principais nomes entre os “filhos da terra” na disputa, obtiveram, somados, 31.451 nas urnas do município.

Estagnação: Esses números basicamente se repetiram em 2022 quando os principais filhos da terra no referido pleito, Diogo Moraes, Alan Carneiro e Edson Vieira somados tiveram 31.562 votos. Mas se fizermos a comparação de proporcionalidade o resultado é assustador, pois em oito anos o eleitorado aumentou.

Política nacional?: Esses números estariam relacionados com a política nacional? Confesso que tenho minhas dúvidas, apesar de haver uma presença maior de votos no que diz respeito aos votos ligados, principalmente, a deputados bolsonaristas, mas muito pouco ligados ao lulismo se comparado nas outras eleições. 

Desgaste?: Confesso achar mais provável se observado principalmente com o paralelo de algumas eleições municipais e a constante do sobrenome para o cargo. Por exemplo, se colocarmos os sobrenomes Moraes e Vieiras na pesquisa, só não encontramos pelo menos um desses sobrenomes, entre 1990 até 2022, para o referido cargo, apenas na eleição de 2002.

Difícil manter: Manter o eleitorado de uma eleição para outra em Santa Cruz do Capibaribe não é algo fácil e quando olhamos as porcentagens é algo assustador, por exemplo, Edson Vieira mantém um recorde de deputado estadual filho da terra mais votado na cidade, seja em votos ou em proporção, ocorrido em 2010, onde obteve 17.622.

Crescente?: Antes que alguém faça a observação que a votação de Diogo Moraes vem em uma crescente, é um parâmetro difícil de fazer, pois Diogo disputou 2010 e 2018 dividindo palanque com outra pessoa do mesmo grupo, seja nos taboquinhas ou no Boca Preta, nesse contexto, se comparado, houve basicamente uma estagnação se destacarmos que em oito anos o acréscimo foi de menos de mil votos. Se compararmos quando ele teve apoio solo de um grupo os números são: 16.542 em 2014 nos Bocas Pretas e 13.402 em 2022 pelos Taboquinhas.

Brusca: Um dos pontos históricos que mais me chamou atenção sobre uma brusca diminuição eleitoral, foi entre a eleição de 1990 e 1994, já que é a única vez onde um duelo se repete de fato. Em 1990, Augustinho Rufino teve 7.962 votos e Oséas Moraes 7.840, juntos 15.802 votos. quatro anos depois, Augustinho 7.318 e Oséas Moraes 6.921, juntos 14.239 votos. Necessário lembrar que fizemos um levantamento eleitoral rápido, sem uma profunda pesquisa dos motivos que podem ter levado a tal situação. 

Federal: Para quem for analisar que a fala de Carlinhos pode visar um contexto de candidatura a deputado federal, fizemos apenas o seguinte levantamento, já que os exemplos são poucos. O recorde também é em 2010, tanto em votos, como em proporção e pertence a José Augusto Maia, que obteve 18.800 votos. Em 2022, 12 anos depois, os nomes que protagonizaram foi: Robson Ferreira obteve 10.576 votos, o mesmo José Augusto Maia 8.283 e Leão 79, juntos 18.938. Nesse contexto, uma estagnação em número de votos em 12 anos e um declínio mais do que assustador em proporção.  

Sucesso: Os números acima foram pesquisados no site do TRE e talvez mostrem os motivos que levaram ao insucesso dos “filhos da terra” em 2022, que o levantamento e opiniões sejam encarados através de uma reflexão construtiva. A história mostrou também sucesso, pois apesar dos números, vários filhos da terra conseguiram lograr a vitória, inclusive com três filhos da terra conquistando seus espaços em 2010, mas o que aconteceu de lá até os dias de hoje? Reflitam, pois só desejo sucesso aos “filhos da terra”.

Última dica: Diferente das décadas passadas, a informação chega a todos e de forma rápida, não usem mais o discurso de “filhos da terra” pois visivelmente já começa irritar quem é de fora, talvez, só talvez, trabalho, bandeiras e propostas são mais viáveis, porque os das outras cidades já refletem do motivo de o filho tem que ser da Santa Cruz e não os das suas cidades, a eleição é estadual, a comunicação é também da volta do serrote para lá.

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