Fernando Aragão: cinco anos de saudade e um legado que não silencia

Era 1º de fevereiro. Em outro tempo, outra atmosfera. Santa Cruz do Capibaribe celebrava o aniversário de um de seus filhos mais presentes, Fernando Aragão. Um homem de fala mansa, mas firme. De gestos simples, mas de grandes feitos. De baixa estatura, mas de postura gigante.

Nasceu em 1951, filho de Alcindo Bezerra Aragão e Maria Helena Aragão, e construiu uma trajetória que se confunde com a história política e social do município. Atuou com dedicação, defendendo ideias, travando debates e sonhando com uma cidade mais justa e equilibrada. Seu nome, com o tempo, passou a ser sinônimo de presença, de acolhimento e de coerência. Era o ‘baixinho’ que falava alto quando o assunto era o povo.

Cinco anos se passaram desde aquela madrugada fria de 20 de agosto de 2020, quando a notícia rompeu o silêncio da cidade: Fernando havia partido. A voz do jornalista Janielson Santos no programa Cidade Notícia, da Rádio Polo, ecoou a dor coletiva: “Cidade de luto! Morre aos 69 anos Fernando Aragão.”

Confira o áudio abaixo:

A comoção foi imediata. As ruas foram tomadas por passos lentos e olhos marejados. O corpo seguiu em cortejo pelas avenidas, sendo aplaudido, reverenciado, abraçado pelos olhares de quem reconhecia nele um amigo, um vizinho, um líder.

Na rua Major Negrinho, sua casa — onde partilhou vida ao lado de Ivone Aragão e dos filhos — testemunhou uma última despedida. Um momento que ficou gravado no coração de quem viveu e de quem viu. Era o adeus, mas também o começo de uma saudade que jamais cessaria.

No Cemitério São Judas Tadeu, sob o céu de um fim de manhã carregado de emoção, lideranças políticas, aliados e até adversários estavam lá. Porque Fernando transcendia cores e bandeiras. Ele representava algo maior: o respeito construído ao longo de cinco mandatos como vereador, a confiança de quem o viu como presidente da Câmara Municipal, como candidato a prefeito, como comerciante no Moda Center, como dirigente da CDL.

Hoje, cinco anos depois, a memória de Fernando Aragão continua presente em cada esquina, em cada lembrança, em cada história contada no reencontro de amigos. O tempo pode levar a presença física, mas jamais apagará a marca de quem viveu com propósito.

Fernando era daqueles que preferia a escuta ao grito, o diálogo ao confronto, o povo ao pedestal. E, por isso, seu nome ainda ecoa. Não como lamento, mas como inspiração.

Santa Cruz do Capibaribe segue em frente, mas sempre com um lugar reservado em sua história e em seu coração: o lugar de Fernando Aragão. Um homem do povo, que agora vive eternamente na memória da cidade que tanto amou.

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