
No ar mais uma coluna ‘Politicando’, com os principais fatos da sempre animada (ou quase sempre) cena política de Santa Cruz do Capibaribe.
A zoada das urnas – E eis que as urnas falaram, ou melhor, gritaram e deram o seu recado a todos aqueles que colocaram seus nomes a disposição do eleitorado pernambucano na eleição deste ano. Para uns, o recado foi doce e muito bem recebido, para outros, entretanto, a mensagem foi dura, amarga e muito difícil de digerir.
A zoada das urnas II – Vamos então a uma breve análise sobre como os santa-cruzenses que disputaram mandatos no último domingo entram para a história…
Os Carneirinhos – O grupo liderado pelo empresário Allan Carneiro conseguiu mais uma vez fazer um bom papel em uma disputa eleitoral. As votações de Allan (9.772 votos) e Raquel Lyra (9.100 votos) colocaram o partido em pé de igualdade com os tradicionais grupos políticos da cidade, vencendo, inclusive, mais uma vez, o partido do ex-prefeito Edson Vieira.
O prêmio – O bom desempenho eleitoral garantiu a ele o posto de coordenador regional no Polo de Confecções da campanha de Raquel Lyra no segundo turno.
Ruim de urna – O ponto baixo do desempenho da turma de Allan foi a votação de Raul Henry. O emedebista obteve apenas 977 votos, ou seja 10% das votações de Allan e Raquel, muito pouco voto, se compararmos com os seus companheiros de projeto eleitoral.
Daqui a pouco tem de novo – Pronto para mais uma eleição, assim está Allan Carneiro, que talvez até despiste no início, mas que é sim, candidatíssimo a prefeito em 2024. Será a terceira disputa dele em quatro anos, o que o pressionará a obter um resultado positivo nas urnas, já que líder de verdade é aquele que disputa e vence eleições.
O gigante Fábio – O grupo Vermelho saiu das urnas ‘maior que entrou’. O prefeito Fábio Aragão deixou claro que tomou gosto pela política e liderou dezenas de movimentos de apoio aos seus candidatos. Destaque para as votações de Eduardo da Fonte para deputado federal (10.022 votos) e Diogo Moraes para estadual (13.402 votos).
Pense numa lapada… – Diogo deu uma lapada em seus principais adversários, abrindo quase quatro mil votos de frente para o segundo colado na disputa estadual, Allan e quase cinco mil para o terceiro, Edson Vieira. O socialista saiu da eleição de alma lavada e o único santa-cruzense eleito na noite do domingo.
Leite de pedra – O ponto baixo foi a quinta colocação na disputa pelo governo no município, com a votação de Danilo Cabral. No entanto, há quem diga que dar 5.508 votos a Danilo em nossa cidade é a mesma coisa que tirar leite de pedra.
Tudo deu errado – Já o ex-prefeito Edson Vieira necessita reoxigenar e reordenar tudo em seu grupo político. Depois de duas amargas derrotas eleitorais (em 2020 apoiando a candidatura de Dida de Nan a prefeito), em ambas ficando em terceiro lugar em disputas diretas com seus adversários, ele vê o seu projeto eleitoral fragilizado, algo impensável há pouco mais de uma década.
Não fez o dever de casa – A baixa votação dele em Santa Cruz foi responsável direta para a sua não eleição. Apesar de promover grandes movimentos de rua, a campanha claramente necessitou de algo a mais, de alguma novidade capaz de seduzir e/ou convencer o eleitorado santa-cruzense.
Desidratou – Vale a pena lembrar que em 2010, também disputando o cargo de deputado estadual, Edson obteve 17.672 votos em Santa Cruz do Capibaribe, mais que o dobro da atual votação.
Além de queda, coice – Além de tudo, Edson também viu Miguel Coelho não conseguir um lugar no segundo turno na disputa pelo governo do estado. Agora, o papel dele e de Alessandra será o de apoiadores/militantes no segundo turno, dessa vez, pedindo votos para Raquel Lyra e provavelmente para o presidente Jair Bolsonaro.
Saíram fortes – Enquanto isso, o bolsonarismo saiu mais forte do que nunca dessa eleição em nossa cidade. Se em 2018 apenas o presidente Bolsonaro se beneficiou da onda bolsonarista, em 2022 nomes como, Robson Ferreira, Gilson Machado e até mesmo Abimael Santos, da cidade de Toritama, obtiveram grandes resultados.
Pré-candidato a prefeito – A consequência imediata dos bons números alcançados pelos bolsonaristas é a inclusão do nome de Robson no ‘time’ de pré-candidatos a prefeito na próxima disputa municipal. Caberá a ele saber conduzir o processo e chegar lá com a mesma força de hoje.
E para finalizar, perguntar não ofende: Como está o ex-vice-prefeito Dida de Nan, diante do resultado da eleição deste ano, triste com a não eleição de Edson, ou de alma lavada, com a vitória de Mendoncinha para a Câmara Federal?
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