
Trajetória vitoriosa: O deputado Edson Vieira entrou em uma seleta galeria de lideranças políticas que, no mínimo, dominou politicamente uma década o município de Santa Cruz do Capibaribe. Vieira ainda conseguiu estender essa liderança para uma região.
Histórico: Edson conseguiu fazer a transição de um grupo tradicional para outro, conquistando a liderança e mandatos importantes, a exemplo de dois mandatos de prefeito e três de deputado estadual. Sem uma pesquisa profunda, acredito que está na galeria do grupo com o maior número de mandatos importantes.
Desgaste: Contudo, nitidamente, por diversos fatores, entre eles o tempo, Edson é hoje um dos políticos com maior rejeição da década atual e pesquisas internas atuais confirmam isso, assim como as pesquisas divulgadas nas últimas eleições também.
As hecatombes: Esse desgaste ficou nítido principalmente nas “hecatombes” eleitorais sofridas nas duas últimas eleições, 2024 onde Alessandra Vieira sofreu uma derrota histórica, e em 2026 com Edson tendo uma baixíssima votação no município e Estado, não conseguindo a sua reeleição para a ALEPE.
Passou o bastão?: A entrevista de Edson na última semana à Rádio Polo, pode ter duas interpretações, uma passada de bastão ou um teste ao grupo. Ao fazer a simbologia do copo com água, destacou basicamente que ele já não estaria mais tão disponível como outrora.
Delicado: Edson deixa o grupo em uma situação delicada, após duas derrotas humilhantes, sem uma passada digna de bastão, precisando andar com as próprias pernas, na dependência do surgimento de novas lideranças. O ressurgimento da força de outrora do grupo não é impossível, contudo, não é uma tarefa das mais fáceis.
Uma bacia: Nos bastidores, tem alguns nomes otimistas, apontando que o grupo tem como ser reerguer, mesmo em um cenário difícil. Pois se não existe mais o copo com água de Edson Vieira, tem quem ofereça uma bacia cheinha.















