CDL apresenta pesquisa sobre comportamento das vendas dos comerciantes no Moda Center e Calçadão

 

Pesquisa foi apresentada no Oásis, espaço de coworking da CDL (Walter Miro / Blog da Polo)

 

Nesta quarta-feira (6) a Câmara de Dirigentes Lojistas de Santa Cruz do Capibaribe apresentou uma pesquisa onde foi exposta a transformação do ambiente de mercado desde a pandemia de Covid-19, que acelerou a necessidade de muitas empresas migrarem sua forma de venda para o digital.

A pesquisa procurou explorar dois dos principais centros de compras da cidade, o Moda Center e o Calçadão Miguel Arraes, onde estão cerca de 15 mil empreendedores.

O levantamento, que durou quatro meses, ouviu 2.273 comerciantes e traçou o perfil de quem frequenta os dois ambientes de vendas de artigos de vestuário.

Foi constatado que a presença feminina nos postos de trabalho é maior nos dois ambientes (56% mulheres x 44% homens), o que também se reflete nos produtos que são comercializados nos locais, 50% dos produtos presentes são destinados para o público feminino, contra 26% para o público masculino, além de 12% de produtos infantis, mesmo percentual de itens variados.

 

 

A maior transformação percebida pela pesquisa se deu exatamente na presença dos comerciantes no ambiente digital, um levantamento de 2017 da própria CDL apresentava que 57% dos comerciantes não vendiam online, contra 43% que já estavam nas plataformas digitais.

A pesquisa apresentada ontem apresentou que 82% dos comerciantes já vendem seus produtos também de forma online, contra 18% que resistem a esta transformação.

“A pesquisa nos apresenta alguns desafios, como por exemplo, a capacitação de pessoas para atuar de maneira profissional no mercado digital, além de nos mostrar que, apesar de todas as evidências de crescimento das vendas online, ainda existe uma resistência ao digital”, pontua o presidente da CDL Santa Cruz do Capibaribe, Bruno Bezerra.

 

 

Comportamento para o futuro

Entre os entrevistados, 85,6% acreditam que continuarão a comercializar seus produtos tanto de maneira online, como presencialmente, 13,8% acreditam que irão vender mais de maneira presencial do que virtualmente e 0,6% acreditam que as vendas migrarão totalmente para o ambiente digital, com os pontos físicos funcionando apenas para distribuição e estoque.

 

 

Este levantamento é um reflexo do período mais crítico da pandemia, com fechamento dos centros comerciais, pois ainda segundo o mesmo levantamento, 71,6% dos vendedores estimam que suas vendas aumentaram de maneira digital no período, caindo de modo presencial, contra 8,2% que acreditam que ainda vendem mais no contato pessoal do que de forma digital.

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