Adilson Vitorino detalha atrito com Abimael Santos, reconhece resultado das eleições e coloca nome à disposição para 2028

Em ampla entrevista concedida ao programa Rádio Debate, da Rádio Polo, na manhã desta quarta-feira (4), o vereador de Santa Cruz do Capibaribe, Adilson Vitorino (PL), abordou temas cruciais da política local e nacional. Na conversa com os debatedores, o parlamentar trouxe à tona os bastidores do rompimento com o deputado estadual Abimael Santos (PL), explicou sua mudança de postura ao reconhecer o resultado das urnas de 2026 e reiterou que aceitaria disputar a Prefeitura em 2028 caso seja convocado pelo grupo conservador.

Rompimento e bastidores da campanha com Abimael Santos

Durante a edição, Adilson relembrou episódios tensos ocorridos no início do período eleitoral, quando foi acusado por Abimael de ter solicitado R$ 250 mil. O vereador desmentiu a versão e afirmou que apenas apresentou uma planilha com os custos operacionais da campanha conjunta na cidade — que envolveria sua postulação a deputado federal, a reeleição de Abimael e a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência:

“Campanha política não é barata. Quem faz, sabe o custo que tem. O deputado Abimael me pediu o relatório do que seria gasto em Santa Cruz do Capibaribe e eu apontei tudo, do adesivo à bandeira. No primeiro momento ele concordou, mas depois veio dizer que eu tinha pedido dinheiro para mim”, rebateu o parlamentar.

Adilson narrou ainda o episódio do “sobe e não sobe” na carreata da Direita, quando o Coronel Meira teria pago a carreta Exibida e tentado restringir o trio a poucas lideranças, gerando confusão e quase impedindo a subida do próprio Adilson e do deputado Edson Vieira, coordenador do quadrante do evento. Segundo o parlamentar, a atitude de Abimael de se ausentar dos atos e afirmar ao grupo que não precisava dos votos do município culminou no afastamento definitivo: “A direita não tem dono nem político de estimação. Nosso grupo não aceita que político de fora venha colocar o dedo no que construímos desde 2013”, frisou.

Reconhecimento das urnas e amadurecimento político

Questionado sobre a diferença de postura em relação a 2022 — quando contestou a apuração e foi às ruas protestar —, Adilson declarou que aceita plenamente o resultado do pleito de 2026 e criticou ações extremas, como tentativas de boicote a estabelecimentos comerciais:

“Reconheço o resultado das eleições. Se eu não reconhecer, como vou reconhecer os deputados e senadores que foram eleitos pelo nosso campo? A gente vive uma ‘ressaca’, queria que nosso candidato vencesse, mas o amadurecimento nesses dois anos de mandato na Câmara me fez entender o processo eleitoral e a política macro. Como é que vou pedir credibilidade em 2028 na minha eleição, ou em 2030, se eu descredibilizar a eleição de agora?”, argumentou.

Cenário majoritário para 2028

Por fim, ao avaliar as articulações para a sucessão municipal, Adilson ressaltou que seu foco atual seguirá no Legislativo — fiscalizando, cobrando e buscando emendas federais em Brasília —, mas admitiu disputar o Executivo se o coletivo assim desejar:

“Se esse mesmo grupo, lá em 2028, disser que quer um candidato raiz, que represente aquilo que nós acreditamos, e que esse nome tem que ser Adilson, não tenho dificuldade nenhuma em caminhar para uma eleição majoritária. Sozinho ninguém constrói nada; quem caminha com um grupo forte e coeso chega ao final com êxito”, concluiu.

Ouça ou assista o programa completo abaixo.

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