
O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá a oportunidade de indicar até quatro novos ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) no decorrer do seu quarto mandato no Palácio do Planalto. O cálculo considera a cadeira em aberto com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025, além das três aposentadorias compulsórias previstas pela regra limite de 75 anos:
- Luiz Fux: aposentadoria prevista para abril de 2028;
- Cármen Lúcia: aposentadoria prevista para abril de 2029;
- Gilmar Mendes: aposentadoria prevista para dezembro de 2030 (decano do tribunal).
Com a renovação de quase um terço das 11 cadeiras do tribunal, Lula precisará negociar com um Senado de perfil majoritariamente conservador para garantir a aprovação dos indicados. A primeira indicação do presidente para a vaga de Barroso, que contemplou o advogado-geral da União Jorge Messias, acabou sendo rejeitada pelos senadores em abril de 2026, exigindo a articulação de um novo nome com viabilidade política na Casa Alta.
Paralelamente às futuras nomeações, Lula manifestou durante a campanha o interesse em discutir reformulações nos critérios de escolha de ministros da Corte Suprema. Entre as ideias levantadas pelo petista estão a criação de um conselho ou colegiado com a participação da sociedade civil e a instituição de mandatos por tempo determinado para os integrantes do STF.
Após o ciclo de saídas até 2030, a próxima aposentadoria compulsória na Corte está prevista apenas para 2033, com a saída de Edson Fachin.















