29 de abril de 2021

RESUMÓRIO, com o professor Tenório

 

 

SEM ALTERAÇÃO – O prefeito de Santa Cruz, Fábio Aragão, disse que se forem alterados os valores do projeto, não terá condição de criar o Auxílio Municipal Emergencial. Para variar, a afirmação foi feita numa live. Se tudo der errado, ele bem que poderia destinar os duzentos mil reais do projeto para compra de cestas básicas para a população mais carente. Afinal, quem tem fome tem pressa e não tem paciência para esperar por divergências políticas.

 

FORA DA REALIDADE – A emenda proposta pelos vereadores de oposição alterava o custo total do projeto de duzentos mil para mais ou menos um milhão e oitocentos mil. Há quem diga que foi uma tentativa de negociação com o governo. A emenda foi retirada por votação da mesa diretora. Estão tratando a situação que envolve gente passando fome como se estivessem vendendo rede. Bom senso mandou lembranças!

 

VISTAS – O projeto do Auxílio Municipal Emergencial segue em tramitação na Câmara de Vereadores, pois a vereadora Nêga pediu vistas na última reunião para poder conversar com o prefeito Fábio e tentar pelo menos ampliar a quantidade de beneficiados. A última vez que ela propôs alteração num projeto, o prefeito acabou aceitando, mas o desfecho não foi muito satisfatório. Nêga acabou votando contra e dizendo que o prefeito caiu de besta. Como o projeto já foi devolvido pela vereadora e está na pauta da reunião de logo mais, suponho que a conversa com o prefeito não aconteceu.

 

FORA DE FOCO – Quem andou se reunindo com o prefeito Fábio Aragão mais uma vez foi o presidente da Câmara de Vereadores, Capilé da Palestina. A preocupação de Capilé com o Covid pareceu pouca, pois na pauta da reunião havia calçadão, demanda de toyoteiros, saneamento, calçamento, matadouro, mas não percebi alguma parceria entre os poderes legislativo e executivo ou algo mais específico para o enfrentamento do COVID-19. Cada um com suas prioridades. Pelo menos o presidente da Câmara não aglomerou sem máscara, subindo alguma serra no fim de semana.

 

NO TOPO – Além das ações (ou falta delas) na saúde, que se mostra o grande calo de Fábio Aragão, o auge das reclamações contra a gestão Taboquinha na semana foi devido à aglomeração sem máscara do prefeito, vice, secretários e alguns servidores do município no último fim de semana.

 

EVENTO SEM BRILHO – O evento na Vila do Pará poderia ter sido o lançamento da pedra fundamental da construção de um parque ecológico com teleférico e o escambau, mas a forma irresponsável como foi feito, tira totalmente o brilho de qualquer ação.

 

OU UM OU OUTRO – Depois do festival de críticas ao prefeito após o episódio da serra do Pará, só podemos acreditar que ou Fábio é muito teimoso ou mal assessorado, pois não é possível que no meio daquele tanto de gente não tenha tido um pra dizer que isso não daria certo. Curioso foi ver a militância passando pano para essa atitude irresponsável ou fazendo crítica meia boca. Tá errado e pronto! Pode ser da cor que for. De tanto pedirem para os derrotados superarem, a turma está se superando com tanta pauta negativa criada por eles mesmos.

 

VÍDEOS – Outro dia, Fábio fez um story de uma caçamba retirando metralha de uma rua. Esta semana foi a vez de um vídeo sobre um buraco no calçamento sendo tapado. No dia que ele construir uma escola terá de fazer um longa-metragem digno de concorrer ao Oscar. Na verdade, em vez de gastar tempo com esses vídeos com temas miúdos, embora sejam importantes, deveria fazer a live semanal sobre as ações de combate à pandemia de covid-19, que vive seu pior momento.

 

NÃO ESTÁ SÓ – Os primeiros meses da gestão Taboquinha já dão indícios de que o vereador Carlinhos da Cohab não está só, pois muita gente do governo também está demonstrando que não sabe ser situação. Cada crítica é um chilique! Todo mundo sabe que é mais fácil ser pedra, ser vitrine é bem mais difícil. E quem não gostava do Resumório passou a gostar e quem gostava parece que já não simpatiza mais. As preferências parecem que estão sempre alinhadas com o que é positivo ou negativo para os líderes e partidos. Independentemente de qualquer coisa, agradeço pela leitura.

 

NEM TUDO SÃO FLORES – Quem imaginou que eram só flores, camarotes, lanchas e morangos está tendo de se adaptar a uma realidade cheia de broncas pra resolver e meio mundo de gente pra reclamar. Nem só de honestidade vive uma gestão, mas sim das ações que precisam ser feitas em prol da população.

 

SUSPENSAS – As reuniões presenciais da Câmara de Vereadores de Taquaritinga do Norte estão suspensas devido vereadores e servidores da casa terem testado positivo para coronavírus. Ainda bem que eles não são professores de Toritama. Em quanto isso, cogita-se a volta das sessões presenciais na Câmara de Santa Cruz. Sei lá, se até o filho de Bolsonaro agora defende o fique em casa, não sei se é o melhor momento para voltar.

 

CONTRADIÇÃO – Se bem que a fala de Flávio Bolsonaro é só agora por conta da CPI do Covid. Filho do presidente Bolsonaro defendendo o fique em casa é bem contraditório, feito a nota da prefeitura de Santa Cruz sobre os dados de Covid, na segunda-feira, pedindo para as pessoas usarem máscara e manterem o distanciamento depois da subida da serra do Pará no domingo.

“Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido.”

As opiniões expressas nesta coluna são de responsabilidade do seu autor

Postado por: Walter Miro

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