13 de janeiro de 2021

Resumório – com o professor Tenório

PRIMEIRO DO ANO – Depois de poucos dias de um merecido recesso, estamos de volta com muito assunto pra moer, principalmente sobre a política local e, como sempre, com o padrão Resumório de sagacidade. Aqui não tem problema de incompatibilidade nem convite e desconvite. É de janeiro a janeiro, até o patrão desejar.

A RODA GIROU – No falado novo tempo é assim, quem reclamava agora cala e quem calava agora reclama. Com isso, acho natural que quem apreciava o Resumório fique cismado e quem era cismado passe a apreciar. O nosso compromisso é com o eleitor, não com grupos políticos. Eles que lutem! Um brinde a 2021 e outro brinde ao riso.

DESCONVITE – O governo de Fábio Aragão já entrou para história de nossa política como a gestão que mais convidou pessoas para integrar a equipe e depois desconvidou. Isso aconteceu na saúde, educação, prefeitura e sabe-se lá mais onde. Nessa quantidade é inédito e preocupante. Pode significar muita coisa.

LIVE DA DESISTÊNCIA – Segundo os Bocas Pretas, foi tanta gente desconvidada que o prefeito deveria fazer uma live semanal anunciando o nome dos não contemplados, assim como fez para anunciar os escolhidos.

CONTRATO – Além dos inúmeros desconvites, é também uma das gestões que mais demora para fechar totalmente a equipe. Ainda falta anunciar o diretor de cultura e o novo assessor de articulação com compatibilidade e tudo. Não sou de dar dicas nessas ocasiões, mas irei abrir uma exceção hoje. Com tantos desconvites, você que for chamado para ocupar algum cargo no governo municipal, peça um contrato com multa na cláusula de desconvite.

AVENIDA – Uma das maiores polêmicas no final e início de ano foi a cinicamente chamada Avenida Brita e Nove de Dezembro. Ela foi inaugurada no aniversário da cidade, assim como a AME Mulher, mas deu o que falar.

DIFÍCIL ESCOLHER – Foi tanta polêmica com a nova Avenida 29 que fica difícil escolher a maior. Teve a questão dos semáforos onde não cruza e a falta deles nos cruzamentos, a má qualidade do serviço, o banho na fonte seca que tem água, a pista de skate, poucos bancos e muita brita, o vídeo do casal fazendo sexo, o sumiço dos antigos postes, mudança no projeto inicial e o custo de mais de um milhão de reais.

É O BICHO – Nunca antes na história dessa cidade se viu tanto animal solto nas ruas. Definitivamente, parece que é de propósito. Por enquanto só muita discussão em grupo de WhatsApp, solução ainda não. Segundo um folclórico Boca Preta, é para prenderem os animais no curral municipal e alimentá-los com Danoninho, já que reclamavam tanto que eles passavam fome e eram mal tratados.

FALTA DE AR – Parece que além das senhas das redes sociais da prefeitura, levaram o ar da frota dos veículos da saúde também. Num vídeo mostrado pelo vereador Carlinhos da Cohab, estava praticamente a frota inteira com os pneus murchos. Bola murcha pra quem murchou os pneus.

PRIMEIRO DIA – Primeiro dia de expediente da nova gestão na segunda-feira não foi marcado por uma equipe aguerrida, energizada, empolgada e disposta, mas por visitas de tias, sobrinhas e irmã. Crianças no colo de secretária e avó e ainda um clima de felicidade pela vitória.

A FITA É PARA TODOS – Os discursos na posse foram interessantes. Já me disseram que quando Fábio coloca o paletó, baixa o modo Pastor nele. Mas o que chamou a atenção foi Carlinhos da Cohab puxando a fita na porta da prefeitura juntamente com Fábio, deixando o vice-prefeito, Helinho Aragão, praticamente sem espaço para puxar a fita e entrar junto do novo prefeito. Se Helinho vacilar, o vereador do povão vai ter um gabinete no Palácio Braz de Lira e ele não. O representante da Cohab já mostrou quem tem força no governo e quando pede é atendido. A fita é para todos, mas os espaços políticos para alguns.

DINHEIRO, SENHA E COMPETÊNCIA – Nesses poucos dias de 2021, o ex-prefeito Edson Vieira e o atual prefeito de Santa Cruz, Fábio Aragão, trocaram farpas com diretas e indiretas sobre a situação das contas públicas e o não pagamento de alguns servidores da educação e saúde. Uma hora é falta de dinheiro, outra hora falta de senha e falta de gestão. Culpado e duelo azul/vermelho a parte, a questão é que os servidores continuam sem receber e sem um anúncio de quando receberão. O tempo pode até ser novo, mas os problemas são os mesmos de sempre.

“Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido”

As opiniões expressas nesta coluna são de responsabilidade do seu autor

Postado por: Walter Miro

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