19 de março de 2020

A esperança e suas lembranças (Parte I) – Por Janaína Souza

O que dizer sobre a lembrança da esperança? A esperança é um sentimento que faz parte da existência humana.

A esperança nos traz a sensação de que, aquilo que desejamos pode acontecer quando menos esperamos e também nos concede a certeza do que é bom, da convicção de que o bem existe. De lembrar das virtudes – e mesmo na atualidade – dos valores que foram passados ao longo das gerações; lembrar das tradições, dos bons costumes, da boa moral e da boa ética; e lembrar da sobriedade, da lucidez, do amor e da paz que é promovida por este mesmo amor.  

Lembrar do “poder” que reside na ação com gentileza, na gratidão, na boa educação, no acolhimento e na boa vontade de amparar vidas que o Senhor permite vir até nós na nossa trajetória aqui na terra.  

Trazer também à lembrança a beleza que existe nos relacionamentos, nos encontros, no olhar e de como isso é parte integrante e essencial na vida de cada pessoa – parte importante da minha e da sua vida. 

Lembrar que a gente só se realiza no “chão da vida” a partir da existência do outro. E que isso pode acontecer no ambiente de trabalho, na escola, na rua, na chuva e na vida como um todo. 

Lembrar de todas essas coisas e características pois estamos tão carentes de “verdades”, carentes de identidade. 

Há uma teoria que diz que existem dois grandes blocos no mundo de hoje: o bloco das pessoas que escolheram o caminho para a crueldade ou que foram lançadas no mal. E existe outro bloco de pessoas que estão se tornando cada vez mais solidárias, pessoas que carregam dentro de si a compaixão, a misericórdia e que acreditam na bondade.  

Não se trata de negar e nem de exaltar a bondade e nem a maldade. Todos nós nascemos com um potencial de amor e agressividade: é preciso expandir o primeiro e canalizar o segundo para fins construtivos.  

Também não devemos ser altruístas em demasia e esquecer de ser um pouco egoístas – pois só podemos nos doar aos outros quando estamos transbordantes de nós mesmos, no autoconhecimento e no entendimento das nossos limites, das nossas emoções e sentimentos, de quem somos na vida e do que a vida significa para nós.  

A violência existe. Ela é real. Mas, como dizia Cora Coralina: “me esforço para ser melhor a cada dia. Pois bondade também se aprende”. 

As informações são de inteira responsabilidade do seu autor

Postado por: Janielson Santos

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